O Brasil firmou um acordo de cooperação técnica chamado Esperançar Chico Mendes, com o objetivo de fortalecer a gestão socioambiental e valorizar o legado cultural em áreas ocupadas por povos e comunidades tradicionais. As medidas serão implementadas prioritariamente na Reserva Extrativista Chico Mendes, localizada no Acre.
O convênio, estabelecido entre o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Ministério da Cultura, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, prevê uma ação conjunta para mapear, reconhecer e promover os modos de vida, os saberes e a diversidade cultural desses grupos.
Para a secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, Edel Moraes, a parceria reforça o compromisso do governo com a equidade socioambiental e a valorização das culturas tradicionais. Ela destacou que a ligação entre cultura e meio ambiente é fundamental para defender os direitos das populações que, historicamente, protegem os bens naturais.
Na Reserva Extrativista Chico Mendes, o Turismo de Base Comunitária tem se consolidado como uma ferramenta para valorizar e defender o território, além de oferecer uma alternativa para diversificar a economia da sociobiodiversidade.
Participação Social
Baseada na participação social, a iniciativa busca reconhecer, valorizar e proteger o patrimônio cultural e socioambiental dos territórios tradicionais. O projeto se orienta por conceitos como pertencimento, identidade, empoderamento e respeito aos modos de vida tradicionais, com o objetivo de gerar renda de forma integrada e interdependente com a economia da sociobiodiversidade.
Ferramenta
Entre os instrumentos previstos está a aplicação do Inventário Nacional de Referências Culturais, que permite o registro colaborativo das referências culturais ligadas à gestão socioambiental, à identidade e à memória dos territórios.
As ações planejadas incluem atividades de educação ambiental e patrimonial, o fortalecimento de organizações comunitárias, a promoção do turismo de base comunitária e o estímulo à economia da sociobiodiversidade, dando especial protagonismo a mulheres e jovens.
O acordo terá duração de quatro anos e será executado por meio de cooperação técnica, disponibilização de equipes e intercâmbio de saberes, experiências e metodologias entre as instituições envolvidas.
Expansão
A iniciativa também prevê a extensão das atividades para outras unidades de conservação de uso sustentável e para territórios tradicionais em diversas regiões do país.





