A diretora regional do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) para a América Latina e o Caribe, Dalila Gonçalves, esteve no Brasil pela primeira vez no início de dezembro. Durante a visita, ela destacou a função operacional da organização, que foca em infraestrutura e gestão de projetos, com dezessete iniciativas em curso atualmente.
Dalila descreveu o UNOPS como o braço das Nações Unidas que transforma planos em realidade, referindo-se ao mandato da instituição. No Brasil, o Escritório dá suporte principalmente a governos, atuando em áreas como educação, saúde e desenvolvimento social e urbano.
Portuguesa, Dalila assumiu a direção regional em outubro do ano passado.
Ela visitou Foz do Iguaçu, no Paraná, para conhecer as obras de conclusão da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). O projeto é gerido pelo UNOPS e financiado pela Itaipu Binacional.
“Aqui, a infraestrutura é um meio para ampliar o acesso à educação e ao progresso. Ao contribuirmos para uma formação de melhor qualidade para os jovens, também preparamos melhor a força de trabalho”, afirmou.
Em Brasília, a diretora reuniu-se com a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks, e com o coordenador-geral de Cooperação Humanitária da Agência Brasileira de Cooperação, José Solla. Também participou de encontros com potenciais parceiros, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), o Banco Mundial e o Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata).
O papel da infraestrutura
Durante a missão, Dalila ressaltou a importância da infraestrutura para o avanço da Agenda 2030.
“A infraestrutura é um catalisador para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Noventa e dois por cento dos ODS são impactados por ela, o que mostra a natureza estratégica do nosso trabalho”, explicou.
A organização lançou recentemente um guia com ferramentas para planejar infraestruturas resilientes, dando ênfase à prevenção de desastres ligados às mudanças climáticas. Atualmente, cerca de 41% do portfólio de projetos da organização no Brasil tem pelo menos um componente relacionado a essas questões. Entre os exemplos estão o apoio ao Ministério da Saúde na recuperação da rede pública de saúde do Rio Grande do Sul, estado fortemente atingido por enchentes em maio de 2024, e a assistência ao Ministério das Cidades na elaboração de Planos Municipais de Redução de Riscos para cento e vinte municípios.






