A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza tem atraído adesões significativas de países e organizações internacionais, com 55 nações e entidades previstas para participar da Cúpula de Líderes do G20, que ocorrerá nos dias 18 e 19 de novembro no Rio de Janeiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará o anúncio oficial das adesões durante a abertura do evento, conforme o processo de adesão ainda está em andamento.
Maurício Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos e Sherpa do Brasil no G20, afirmou que a aliança é uma das prioridades da presidência brasileira no grupo das 20 maiores economias do mundo. Ele explicou que muitos países já enviaram a documentação necessária, mas a confirmação final será feita durante a cúpula.
A aliança envolve quatro documentos principais, que incluem a fundação e a estrutura da aliança, os requisitos de adesão, a futura secretaria da aliança e a inclusão de programas sociais, como transferências de renda e agricultura familiar. Esses programas têm como objetivo combater a fome de maneira eficaz, e o Brasil já possui estruturas implementadas para esses fins.
Lyrio também destacou o estabelecimento de fundos de apoio ao desenvolviment, com o Banco Mundial, para viabilizar recursos no combate à fome, além do apoio de instituições como as fundações de Bill Gates e Rockefeller.
O embaixador mencionou que a questão da fome é amplamente consensual, o que torna improvável que os EUA, sob a presidência de Donald Trump, decidam abandonar a aliança, mas a decisão ficará a cargo do país.
Durante o evento, haverá três sessões principais: a inclusão social e a luta contra a fome, a reforma da governança global, e o desenvolvimento sustentável e transições energéticas. Após essas discussões, o Brasil transmitirá a presidência do G20 para a África do Sul. Também está agendada uma série de reuniões bilaterais, incluindo um encontro entre Lula e o presidente chinês Xi Jinping e a presença do ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov.







