O uso incorreto do protetor solar é comum entre os brasileiros, mesmo sendo um item essencial em todas as estações. Em parceria com a Helioderm, a dermatologista Vanessa Perusso destacou os principais equívocos que comprometem os cuidados com a pele.
A especialista alerta: aplicar não basta, é preciso fazer isso do jeito certo. Pequenos hábitos, como certas misturas caseiras, podem anular completamente a proteção do FPS.
Qual é a quantidade certa de protetor solar?
Geralmente, as pessoas usam menos produto do que o necessário. Uma camada muito fina reduz drasticamente o nível de proteção indicado na embalagem.
Dose correta: para o rosto, a dermatologista recomenda a regra dos três dedos. Basta colocar uma linha do produto nos dedos indicador, médio e anelar. Essa quantidade cobre o rosto e o pescoço com segurança, o que equivale a mais ou menos uma colher de chá.
Para o corpo, a medida é outra.
Misturar com base ou hidratante
Na correria da rotina matinal, misturar o protetor solar com base líquida ou hidratante na palma da mão parece uma solução prática para ganhar tempo. Mas essa prática é um erro grave.
A mistura das fórmulas dilui o filtro solar e altera a estabilidade química do produto. Um FPS 50 pode ter sua eficácia reduzida para algo equivalente a um FPS 15, sem que você perceba.
Solução: aplique em camadas. Primeiro o hidratante, espere absorver, e depois o protetor solar. Para quem busca praticidade, uma alternativa são os protetores com cor, que funcionam como maquiagem e tratamento ao mesmo tempo.
Esquecer as áreas mais negligenciadas
“Quem nunca queimou o peito do pé ou a parte de trás da orelha?”, pergunta Vanessa.
Algumas regiões costumam ser esquecidas na hora de passar o protetor, mas são justamente locais comuns para o surgimento de câncer de pele e queimaduras intensas.
Lista das áreas que costumam ficar de fora:
- Orelhas (frente e verso)
- Pescoço (nuca e laterais)
- Parte superior dos pés e tornozelos
- Couro cabeludo (no caso de calvície ou cabelos ralos)
- Pálpebras e contorno dos olhos
- Mãos e dedos
- Lábios (use protetor labial com FPS)
Atenção: As roupas não protegem totalmente! Os raios UVA e UVB penetram tecidos leves de biquínis e camisetas, podendo causar queimaduras na pele coberta.
Achar que tempo nublado dispensa proteção
Este é um dos mitos mais persistentes. “Mesmo com o céu nublado, a radiação ultravioleta continua ativa”, ressalta a médica.
Os raios UVA, responsáveis pelo envelhecimento precoce e pelo surgimento de manchas, atravessam as nuvens e os vidros das janelas com facilidade. Por isso, o protetor deve ser um hábito diário, independentemente do clima.
Para o dia a dia, a orientação é escolher um FPS 50 ou 70, garantindo uma barreira eficaz contra a luz visível e a radiação solar.
Passar apenas uma vez e não reaplicar
Aplicar o protetor às oito da manhã e achar que a proteção vai durar até a noite é um engano. A transpiração, a oleosidade natural da pele e o contato das mãos no rosto removem o produto aos poucos.
A reaplicação deve ser feita a cada três horas. Na praia ou na piscina, é preciso repassar o protetor logo após sair da água ou em caso de suor excessivo.
Para facilitar, as versões em spray ou aerossol são ótimas aliadas na reposição, pois não estragam a maquiagem e cobrem grandes áreas do corpo rapidamente.







