6 de fevereiro de 2026
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Os problemas de pele mais comuns, segundo dermatologistas

O uso incorreto do protetor solar é comum entre os brasileiros, mesmo sendo um item essencial em todas as estações. Em parceria com a Helioderm, a dermatologista Vanessa Perusso destacou os principais equívocos que comprometem os cuidados com a pele.

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A especialista alerta: aplicar não basta, é preciso fazer isso do jeito certo. Pequenos hábitos, como certas misturas caseiras, podem anular completamente a proteção do FPS.

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Qual é a quantidade certa de protetor solar?

Geralmente, as pessoas usam menos produto do que o necessário. Uma camada muito fina reduz drasticamente o nível de proteção indicado na embalagem.

Dose correta: para o rosto, a dermatologista recomenda a regra dos três dedos. Basta colocar uma linha do produto nos dedos indicador, médio e anelar. Essa quantidade cobre o rosto e o pescoço com segurança, o que equivale a mais ou menos uma colher de chá.

Para o corpo, a medida é outra.

Misturar com base ou hidratante

Na correria da rotina matinal, misturar o protetor solar com base líquida ou hidratante na palma da mão parece uma solução prática para ganhar tempo. Mas essa prática é um erro grave.

A mistura das fórmulas dilui o filtro solar e altera a estabilidade química do produto. Um FPS 50 pode ter sua eficácia reduzida para algo equivalente a um FPS 15, sem que você perceba.

Solução: aplique em camadas. Primeiro o hidratante, espere absorver, e depois o protetor solar. Para quem busca praticidade, uma alternativa são os protetores com cor, que funcionam como maquiagem e tratamento ao mesmo tempo.

Esquecer as áreas mais negligenciadas

“Quem nunca queimou o peito do pé ou a parte de trás da orelha?”, pergunta Vanessa.

Algumas regiões costumam ser esquecidas na hora de passar o protetor, mas são justamente locais comuns para o surgimento de câncer de pele e queimaduras intensas.

Lista das áreas que costumam ficar de fora:

  • Orelhas (frente e verso)
  • Pescoço (nuca e laterais)
  • Parte superior dos pés e tornozelos
  • Couro cabeludo (no caso de calvície ou cabelos ralos)
  • Pálpebras e contorno dos olhos
  • Mãos e dedos
  • Lábios (use protetor labial com FPS)

Atenção: As roupas não protegem totalmente! Os raios UVA e UVB penetram tecidos leves de biquínis e camisetas, podendo causar queimaduras na pele coberta.

Achar que tempo nublado dispensa proteção

Este é um dos mitos mais persistentes. “Mesmo com o céu nublado, a radiação ultravioleta continua ativa”, ressalta a médica.

Os raios UVA, responsáveis pelo envelhecimento precoce e pelo surgimento de manchas, atravessam as nuvens e os vidros das janelas com facilidade. Por isso, o protetor deve ser um hábito diário, independentemente do clima.

Para o dia a dia, a orientação é escolher um FPS 50 ou 70, garantindo uma barreira eficaz contra a luz visível e a radiação solar.

Passar apenas uma vez e não reaplicar

Aplicar o protetor às oito da manhã e achar que a proteção vai durar até a noite é um engano. A transpiração, a oleosidade natural da pele e o contato das mãos no rosto removem o produto aos poucos.

A reaplicação deve ser feita a cada três horas. Na praia ou na piscina, é preciso repassar o protetor logo após sair da água ou em caso de suor excessivo.

Para facilitar, as versões em spray ou aerossol são ótimas aliadas na reposição, pois não estragam a maquiagem e cobrem grandes áreas do corpo rapidamente.

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