De halo hair às listras olímpicas, tendência mistura atitude, técnica e influência pop
Se você ainda está pedindo “mechas bem naturais, quase invisíveis”, talvez esteja vivendo em 2018. Depois de anos sob o reinado discreto das californianas e dos babylights tímidos, 2026 chega com megafone na mão: quanto mais gráfico, melhor. Anéis, halos e listras assumem o protagonismo e transformam o cabelo em palco. Literalmente.
A virada estética ganhou força com nomes como a cantora Rosalía e a atleta olímpica Alysa Liu, que levou suas listras horizontais para o gelo dos Jogos Olimpicos de Inverno 2026. Resultado: o visual performático saiu das arenas e foi direto para o feed.
Entre as variações, o destaque vai para o halo hair, uma aplicação circular no topo da cabeça que cria um efeito de auréola contemporânea. A hairstylist Vale Landro define como um design ousado e expressivo. É quase cenografia capilar.
Já Alysa Liu apostou em listras horizontais marcadas, contrastando loiro intenso com base escura. A técnica dialoga com o color blocking da moda e com a estética Y2K, que voltou com força nas passarelas e nas redes sociais. Segundo relatório de tendências da WGSN, a busca por visuais autorais e experimentais cresceu entre a Geração Z, especialmente em beleza e moda.

Criar o halo pode ser mais rápido que mechas verticais tradicionais, mas exige precisão cirúrgica na aplicação. O desenho circular precisa ser contínuo e visível em todas as camadas do fio. Já as múltiplas listras demandam horas de trabalho, produtos de proteção e tonalização cuidadosa.
A manutenção segue a cartilha da coloração: hidratação semanal, shampoo específico para cabelos coloridos e retoques a cada oito ou 12 semanas. A American Academy of Dermatology reforça que processos químicos exigem atenção redobrada com ressecamento e quebra.
Profissionais relatam aumento na procura por visuais inspirados em Liu. O diferencial está na atitude. O halo adiciona personalidade sem mexer no corte. As listras criam impacto imediato, quase cinematográfico.
No fundo, o que está em jogo não é só estética, é narrativa. O cabelo vira roteiro visual. Em vez de esconder a química, a tendência a exibe com orgulho. E se 2026 tem uma lição fashion, talvez seja esta: melhor ser farol do que lâmpada apagada. No palco da vida cotidiana, cada fio pode ser figurino. E, convenhamos, monotonia não combina com close.






