19 de janeiro de 2026
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Família: O apoio silencioso da vida policial

É importante lembrar que, dentro da viatura, existe alguém que carrega histórias, preocupações e a responsabilidade diária de lidar com problemas que não são seus, mas que passam a ser no momento em que chegam pelo chamado de um cidadão pedindo socorro à central de rádio. São pessoas anônimas, em situações-limite, que depositam no policial a esperança de uma solução rápida, justa e humana para o seu conflito.

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Cada ocorrência envolve nuances invisíveis: o estresse acumulado, a tensão de não saber o que vai encontrar e o peso de precisar ser forte mesmo quando a própria vida pessoal também exige atenção. Nesse cenário, o apoio da família deixa de ser apenas um conforto, ele se torna um alicerce psicológico indispensável.

É em casa que o policial recarrega aquilo que a rua consome. É ali que o abraço acalma depois de um turno difícil, que a conversa silenciosa dispensa explicações, que o sentimento de pertencimento lembra que, antes da farda, ele é filho, filha, mãe, pai, companheiro. A família é o espaço onde o policial pode ser vulnerável sem medo de julgamento, onde a humanidade não precisa ser escondida atrás de protocolos.

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Quando esse suporte existe, a missão se torna menos pesada. A resiliência aumenta, o senso de propósito se fortalece e a saúde mental encontra espaço para respirar. Em um trabalho onde a linha entre o ordinário e o extraordinário é tênue, ter alguém esperando em casa é, muitas vezes, o que impede que a pressão se torne insuportável.

No fim, a segurança pública não se sustenta apenas com treinamento, estratégia e coragem. Ela também se constrói dentro dos lares, nos vínculos que protegem aqueles que protegem todos nós. A força que vemos nas ruas começa, quase sempre, no silêncio acolhedor de uma família que entende a dimensão do que é vestir uma farda todos os dias.

Este texto é, acima de tudo, um agradecimento às famílias que compreendem, esperam e acolhem. Porque a rotina policial não é feita apenas de firmeza e prontidão. Às vezes, é sobre ter um lugar onde se pode mostrar fraqueza e, mesmo assim, continuar sendo amado.

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Cabo Gabriela Pacheco Brandão
A Cabo Gabriela Pacheco Brandão é Bacharel em Direito, com pós-graduações em Ciências Criminais e Direito Aplicado. Possui prática forense reconhecida pelo TJES .Na PMES desde 2014, integrou o GAO e atua na Força Tática desde 2017. É formada em cursos como APH Brasil e CPAAR, com sólida experiência operacional e jurídica.
Bastidores da Farda
Bastidores da Farda
Bastidores da Farda é uma coluna especial que abre espaço para que militares compartilhem suas vivências dentro e fora do serviço. Aqui, o leitor encontra relatos, reflexões e bastidores do cotidiano de quem vive o dever de proteger, mas também carrega medos, sonhos e desafios. A proposta é humanizar a farda, aproximando a sociedade da realidade policial e dando voz a quem, todos os dias, está na linha de frente da segurança pública.

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