O advogado do ex-pastor Georgeval Alves Gonçalves, Pedro Ramos, anunciou nesta segunda-feira (3), durante o Júri Popular em um fórum de Linhares, no Norte do Espírito Santo, que deixaria a defesa do réu. Com o anúncio, o julgamento foi adiado e deverá ter uma nova data.
Ele disse que a situação de ameaças se agravou nos últimos dias e que a defesa deve trabalhar sem mordaças e com liberdade de exercer sua função. Ele disse ainda que a defesa não pode ser confundida com quem está sendo julgado.
Pedro Ramos era o líder da defesa de Georgeval. Ele estava usando colete balístico no plenário, por recomendação da Associação Nacional dos Advogados Criminalistas (Anacrim). Ainda no discurso, ele alegou que o Judiciário de Linhares não tinha condições de garantir a segurança dele, da equipe de defesa e do Georgeval.
Na última sexta-feira (31), Pedro chegou a entrar com um pedido de desaforamento do caso, para que o Júri acontecesse em outra comarca, onde seria possível haver um esquema de segurança reforçado, mas o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) negou o pedido.
A sessão foi suspensa após o juiz Tiago Favaro Camata, da 1ª Vara Criminal de Linhares, dar início aos trâmites, quando já estavam presentes o Ministério Público do Espírito Santo, juiz, defesa, testemunhas, jurados e o acusado. Só então a defesa de Georgeval abandonou o caso.
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