1 de fevereiro de 2026
domingo, 1 de fevereiro de 2026

O que aguardar da primavera de 2024?

A primavera de 2024 inicia oficialmente neste domingo, 22 de setembro, às 9h44, trazendo consigo a promessa de transformação no clima brasileiro. Esta estação não apenas marca o retorno das chuvas em várias regiões, após meses de seca intensa, mas também representa um aumento natural nas temperaturas. Diante de um cenário de seca severa e queimadas generalizadas, surge a pergunta: o que realmente podemos esperar da primavera?

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Nos últimos meses, o Brasil enfrentou um clima extraordinariamente seco. O outono, que deveria ser um período de transição entre o verão e o inverno, foi caracterizado por sucessivas massas de ar quente, resultando em precipitações muito abaixo da média histórica, especialmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e parte do Norte. O inverno, tradicionalmente seco, se agravou com o calor extremo e dois “veranicos”, períodos de calor intenso, culminando em uma forte onda de calor no final da estação. Esse quadro crítico resultou em um aumento alarmante nas queimadas, afetando estados como Mato Grosso do Sul, Amazonas, São Paulo e Minas Gerais.

As chamas consumiram florestas e campos, exacerbando a poluição do ar e provocando sérios problemas de saúde pública, além de danos ambientais irreversíveis. A fumaça densa comprometeu a visibilidade em diversas áreas, elevando a gravidade da situação.

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Temperaturas na Primavera: um cenário de incertezas

Com a chegada da primavera, as temperaturas permanecem como uma das maiores preocupações. A frequência de eventos de calor extremo vem aumentando, e novas ondas de calor podem ser esperadas ao longo da estação. Embora seja difícil prever esses fenômenos com exatidão, há indícios de que episódios de calor intenso possam ocorrer em outubro ou novembro.

Regiões como o Norte, que vive a “estação do verão amazônico” até novembro, continuarão a sofrer com temperaturas elevadas. O mesmo se aplica ao Nordeste, onde o fenômeno climático conhecido como “B-R-O-BRÓ” manterá as temperaturas em alta. Por outro lado, o Centro-Sul deve registrar temperaturas mais amenas, em parte devido ao esperado retorno das chuvas.

A volta das chuvas: esperanças e desigualdades

Tradicionalmente associada ao retorno das chuvas, a primavera de 2024 trará uma distribuição desigual das precipitações. No Norte e Nordeste, assim como na porção norte do Centro-Oeste, as chuvas devem permanecer abaixo da média, impactadas por massas de ar quente e fenômenos regionais. No entanto, o Sudeste e partes do Centro-Oeste têm boas perspectivas, com previsões de chuvas mais frequentes e acima da média, proporcionando alívio às regiões afetadas pela seca.

Uma das previsões mais aguardadas é a possível formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) em dezembro, que, se ativa, poderá trazer chuvas intensas, especialmente para o Sudeste e Centro-Oeste, ajudando a mitigar os efeitos da estiagem.

No entanto, o Rio Grande do Sul deve permanecer em alerta, pois as previsões indicam chuvas abaixo da média, devido a condições oceânicas desfavoráveis.

Quando virá o alívio?

A preocupação com as queimadas e a poluição do ar é premente. As previsões indicam que o alívio começará na primeira quinzena de outubro, quando a chuva deve retornar a áreas do oeste de Rondônia e Mato Grosso do Sul, intensificando-se nas semanas seguintes. A expectativa é de que, na segunda quinzena de outubro, a maioria das áreas centrais e do norte do Brasil experimente um retorno regular das chuvas, promovendo a limpeza do ar e diminuindo os focos de incêndio. A primavera, com suas chuvas características, pode, assim, oferecer um alívio significativo aos desafios climáticos enfrentados pelo Brasil.

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