A Secretaria da Saúde (Sesa) confirmou nesta quinta-feira (13) a detecção da nova linhagem do Coronavírus, KP.2, no Estado. Essa variante, previamente identificada em Brasília em 9 de maio de 2024, representa a segunda ocorrência no Brasil e na América do Sul. A KP.2 faz parte das chamadas variantes FliRT, reconhecidas por suas mutações específicas.
Essa linhagem se tornou predominante nos Estados Unidos e contribuiu para um aumento significativo nos casos em várias regiões da Europa, Ásia e Oceania. A KP.2 apresenta três alterações na proteína spike em comparação com a variante JN.1, o que lhe confere uma maior capacidade de evasão imunológica.
A detecção da KP.2 no Espírito Santo foi possível graças ao trabalho de vigilância genômica realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do estado (Lacen/ES). A amostra foi coletada de um paciente residente em Vitória em 14 de maio de 2024, e a confirmação da variante ocorreu após o sequenciamento do SARS-CoV-2.
Segundo o diretor do Lacen, Rodrigo Rodrigues, a presença da KP.2 pode levar a um aumento significativo nos casos nas próximas semanas, considerando seu histórico de rápida disseminação em outras regiões.
A KP.2 é considerada parte da família Ômicron do Coronavírus, e suas mutações compartilham características com outras variantes FliRT, que têm demonstrado uma habilidade significativa para evadir a resposta imunológica de infecções anteriores e de algumas vacinas.
Diante dessa nova ameaça, a Sesa enfatiza a importância de que todos os cidadãos mantenham as medidas de proteção e sigam a etiqueta respiratória. A vacinação continua sendo a principal ferramenta para combater a disseminação do vírus, e a população é encorajada a completar o esquema vacinal e receber as doses de reforço quando elegíveis, conforme destacou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso.
Em relação à vacinação contra a Covid-19, o Ministério da Saúde definiu que a vacina de reforço será administrada na população com mais de 5 anos pertencente aos grupos prioritários estabelecidos, incluindo a dose ao Calendário Nacional de Vacinação para crianças de seis meses a menores de 5 anos de idade.
Com a incorporação da vacina da Moderna ao Programa Nacional de Imunização (PNI), há orientação para doses de reforço anuais ou semestrais, dependendo do grupo prioritário.
Os grupos prioritários incluem pessoas idosas, imunocomprometidas, gestantes, puérperas, indígenas, quilombolas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas privadas de liberdade, entre outros.
Idosos a partir de 60 anos, imunocomprometidos a partir de 5 anos, gestantes e puérperas devem receber duas doses de reforço ao longo do ano, com um intervalo mínimo de seis meses entre elas. Os demais grupos prioritários devem receber uma dose de reforço anualmente. Além disso, pessoas acima de 5 anos de idade da população geral que não receberam nenhuma dose da vacina covid-19 poderão receber uma dose da vacina covid-19 XBB.






