Estreias: Se eu fosse você 3, Um tio quase perfeito 3, Outra mamãe e mais

Duas franquias de grande êxito do cinema cômico brasileiro retornam às telas. “Se eu fosse você”, estrelada por Gloria Pires e Tony Ramos, e “Um tio quase perfeito”, com Marcus Majella, ganham o terceiro capítulo de suas respectivas sagas nesta quinta-feira. Também há novidades no terror, como “Outra mamãe”, protagonizado por Jessica Chastain, e o sul-coreano “Hope: o primeiro impacto”. A seguir, os filmes que entram em cartaz na semana e aqueles que permanecem em exibição:

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As estreias da semana (8 a 14 de outubro)

‘As aventuras de Tadeo e a lâmpada mágica’

A animação espanhola assinada por Enrique Gato, ganhador de cinco prêmios Goya, segue Tadeo, sua namorada Sara e os companheiros Múmia, Jeff e Belzoni, que embarcam numa jornada depois que um antigo feitiço é acidentalmente ativado.

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Em “Se eu fosse você 3”, Gloria Pires e Tony Ramos deixam de ser os protagonistas e aparecem apenas em participações especiais. Seus personagens, Helena e Claudio, são os pais da chef de cozinha Bia (Cleo Pires), casada com o instrutor esportivo Aquiles (Rafael Infante). Agora, a troca de corpos ocorre entre o casal mais jovem. O resultado fica aquém do esperado. O roteiro de Leandro Soares evita piadas apelativas, mas a química entre os personagens centrais é comprometida por diálogos pouco inspirados e humor físico já desgastado.

‘Hope: O primeiro impacto’

A história de “Hope – O primeiro impacto” se passa em uma pequena cidade portuária da Coreia do Sul, próxima à Zona Desmilitarizada na fronteira com a Coreia do Norte, tomada por placas oficiais que instruem os moradores a denunciar possíveis espiões às autoridades. A insinuação desse permanente estado de vigilância civil já seria um tema extremamente aterrorizante e original para um filme. Contudo, os avisos com os apelos do governo funcionam apenas como um discreto comentário irônico dentro da trama concebida pelo diretor Na Hong-jin, que aqui se diverte com uma série de clichês temáticos, visuais e narrativos dos filmes de ação para construir um longo e redundante thriller de ficção científica sobre uma suposta invasão extraterrestre.

No terror protagonizado por Jessica Chastain, uma menina de 8 anos que presencia diariamente as brigas conjugais dos pais começa a ser atormentada por uma entidade sobrenatural que emerge do armário e à qual ela se refere como “outra mãe”. A direção é de Rob Savage.

‘Um tio quase perfeito 3’

Com Debora Lamm e Ana Lúcia Torre também no elenco, a comédia traz Marcus Majella de volta ao papel de Tio Tony. Depois de criar os sobrinhos, agora adultos, ele se sente solitário. A rotina muda quando a bebê Alice é deixada à porta de sua casa. Direção de Pedro Antônio.

‘Carros’

Sucesso da Disney, a animação retorna aos cinemas para celebrar duas décadas do lançamento das aventuras de Relâmpago McQueen, Mate e seus amigos sobre rodas.

Festival do Rio

O evento continua a pleno vapor até domingo (11), ocupando mais de 20 salas com filmes nacionais e internacionais, diretores renomados e produções alternativas. A partir de segunda-feira (12), tem início a repescagem, quando alguns dos títulos de maior êxito na mostra recebem sessões extras nos cinemas do Grupo Estação, em Botafogo e na Gávea.

Até lá, é bom acompanhar a programação gratuita e as sessões com preços acessíveis de filmes nacionais. No Cine Odeon, cada sessão da Competição Oficial (com filmes inéditos) tem 150 ingressos gratuitos — as demais entradas saem pelo valor promocional de R$ 10 (meia-entrada para todos nas sessões da manhã e da tarde). Para saber quais filmes e horários contam com entrada gratuita, basta consultar a aba “sessões com gratuidades” no site do Festival do Rio. Nessa relação figuram obras elogiadas pela crítica, como “Vicentina pede desculpas”, de Gabriel Martins (sábado, às 16h, com gratuidade esgotada, mas ainda com ingressos populares) e “A professora de francês”, de Ricardo Alves Jr. (sexta, às 16h15).

Novidade no festival, o cinema do Centro Cultural FGV, em Botafogo, apresenta uma programação inteiramente gratuita. No domingo, dois documentários para os admiradores da música brasileira: “Milton Bituca Nascimento”, de Flávia Moraes (18h45), e “Ritas”, narrado pela própria Rita Lee (21h15).

Outros locais com entrada gratuita incluem o Centro Cultural Justiça Federal e espaços do circuito Cinema Circulação, como o CineCarioca Nova Brasília, o CineCarioca Penha, o Parque Realengo Susana Naspolini e a Areninha Carioca Renato Russo. No sábado (10), o Parque Realengo ainda recebe sessões ao ar livre de “Tainá e os Guardiões da Amazônia: em busca da flecha azul” (às 16h) e “Mussum, o filmis” (às 18h).

Chegou, enfim, o período mais aguardado pelos cinéfilos cariocas. De quinta-feira (1º) a 11 de outubro, o Festival do Rio traz à cidade cerca de 300 filmes, exibidos em mais de 20 salas. A seleção inclui obras de diretores consagrados — de Mike Leigh e Asghar Farhadi a Ira Sachs e Danny Boyle —, filmes premiados internacionalmente, retrospectivas e produções alternativas com poucas chances de alcançar o circuito comercial nacional. Entre os títulos mais esperados estão o filme de abertura, “A bola preta”, dos espanhóis Javier Calvo e Javier Ambrossi, e “O vale imaginário”, do alemão Werner Herzog, com as irmãs Kate e Rooney Mara. Em relação aos espaços, uma ótima novidade é a estreia de um novo local de exibição: a Fundação Getúlio Vargas, em Botafogo, com sessões gratuitas no belo auditório projetado por Oscar Niemeyer e projeções ao ar livre na esplanada. Também há sessões gratuitas em outros locais, como o Centro Cultural Justiça Federal.

‘Circular’

A mostra ocupa o CCBB e investiga a utilização da estrutura dramática em loop, ciclos, idas e vindas e outros recursos explorados pelo cinema. Entre os destaques estão “Cronos”, de Guillermo del Toro (sexta, às 17h), “O espelho”, de Andrei Tarkovsky (sábado, às 15h) e “A morte cansada”, de Fritz Lang (dia 23, às 17h). Centro. Até dia 31. Entrada gratuita.

‘Queen Budapest’

O histórico show da banda de rock ganha exibição restaurada em 4K, a partir das filmagens originais em 35mm e com nova mixagem de som. O repertório reúne sucessos marcantes do set list da “Magic Tour”, última turnê do grupo antes da morte de Freddie Mercury. Sábado.

‘Women & the wind’

Em parceria com a Associação Selvagem, a Cinemateca do MAM exibe o documentário que acompanha a travessia do Atlântico Norte realizada em 2022 por velejadoras a bordo de um catamarã de madeira com mais de 50 anos, numa viagem de conscientização sobre a poluição dos oceanos. Após a sessão, haverá bate-papo com a velejadora Kiana Weltzien. Parque do Flamengo. Terça, às 18h30. Gratuito, com retirada de ingresso.

Cena de la Llorona, de Jayro Bustamante, primeira produção da Guatemala e da América Central indicada ao Globo de Ouro

‘Soy Loco por Ti, Centroamérica’

A mostra apresenta 21 filmes da América Central inéditos no Brasil e premiados em festivais como Cannes, Berlim, Locarno e Veneza. Entre os destaques estão “La Llorona”, de Jayro Bustamante, primeira produção da Guatemala e da América Central indicada ao Globo de Ouro (dia 2, às 18h), e “Tengo sueños eléctricos”, da costarriquenha Valentina Maurel (dia 23, às 18h30). CCBB, Centro. Até 19 de outubro. Entrada gratuita.

Filmes que seguem em cartaz

Em 2012, “Colegas” representou um divisor de águas ao apresentar um filme de ficção com personagens com síndrome de Down. Sem paternalismo ou discurso de inclusão, o diretor Marcelo Galvão apostou na espontaneidade e na leveza do elenco para conquistar o público e prêmios em festivais, como o de Gramado. A continuação dessa façanha chega 14 anos depois com “Colegas e o herdeiro”, que mantém a direção e parte do elenco original ao lado de uma nova safra de intérpretes envolvidos em grandes aventuras. Desta vez, quatro internos decidem fugir para encontrar o cultuado “herói” do passado Stallone, suposto gerente de um hotel no Uruguai. A jornada é longa e atribulada, envolvendo pilotar avião, Polícia Federal, roubo de joias e outros obstáculos. Há participantes diretos e indiretos nos riscos das aventuras, que incluem elevadas expectativas amorosas.

Um thriller de sobrevivência na natureza, um drama sobre a profunda amizade entre um homem e seu cão, ou uma ode aos cães militares treinados para atuar nos campos de batalha. “Coração selvagem” se encaixa em qualquer uma dessas definições, mas também pode abarcar todas ao mesmo tempo, conforme a sensibilidade e as inclinações cinematográficas de quem assiste. No filme, Brad Pitt vive um veterano militar aposentado que se encontra perdido em uma região remota do Alasca com seu fiel pastor alemão e companheiro de combates. De certo modo, o roteiro transforma o personagem de quatro patas no centro e no coração dessa eficiente, ainda que um tanto piegas, aventura dirigida por David Ayre, que teve sua estreia mundial ontem no Festival de San Sebastián.

Coração selvagem, de David Ayre

A estrutura de “As cores do tempo” tem algo de novela familiar, mas com a ideia interessante de estabelecer conexões temporais. Dirigido por Cédric Klapisch (o mesmo do cult “Albergue espanhol”, de 2002), o enredo vai e volta entre o fim do século XIX e 2025, distribuindo mistérios, romances, cartas escondidas e revelações sobre parentes de gerações passadas e pintores famosos. No entanto, a saga familiar se perde na insistência em forçar as conexões. Em “As cores do tempo”, quase tudo precisa ser explicado, toda emoção precisa ser sublinhada e toda imagem precisa levar a uma conclusão. Com isso, o filme resvala para a cafonice. Frases como “sempre olhei para a frente, me faz bem olhar para trás” parecem tiradas de um perfil motivacional do TikTok.

Nesta combinação de animação e live-action, o Coiote processa a empresa Acme porque os produtos usados em suas tentativas de capturar o Papa-Léguas sempre falham. Direção de Dave Green. Com Will Forte e John Cena.

Tom Cruise interpreta um bilionário obcecado por petróleo, dinheiro e poder, que acaba provocando um desastre de proporções bíblicas. Dirigido por Alejandro González Iñárritu, o filme investe no exagero e no frenesi para construir uma sátira sobre a ganância, as lideranças e o caos do mundo contemporâneo.

Tom Cruise em Digger

‘Galinha Pintadinha — O filme’

Vinte anos após surgir discretamente na internet e se tornar um fenômeno no Brasil, o desenho animado de sucesso ganha uma versão para o cinema, dirigida pelos irmãos Juliano Prado e Marcos Luporine. Na trama, a Galinha Pintadinha e o Galo Carijó aguardam um pintinho, mas uma cegonha atrapalhada acaba separando mães e filhotes.

‘Homem-aranha: um novo dia’

Não é possível ser adolescente para sempre, mesmo depois de ser picado por uma aranha radioativa, ganhar poderes e sair por aí lançando teias em Nova York. O novo “Homem-Aranha — Um novo dia” procura retratar a transição entre o garoto Peter Parker, que só quer se divertir, e o jovem adulto que precisa tomar decisões mais complexas impostas pela maturidade. O grande vilão, nesse caso, é o tempo, tema que já apareceu inúmeras vezes nos quadrinhos do Homem-Aranha e também no cinema. Mas, agora, no bom filme dirigido por Destin Daniel Cretton, ganha um frescor cada vez mais raro no modelo fordista de produção em massa de histórias de super-heróis.

A nova animação da DreamWorks acompanha duas amigas que são transportadas para a Ilha de Nakali, habitada por criaturas mitológicas. Com a ajuda de um cão lobisomem, elas enfrentam monstros e correm contra o tempo para escapar. Direção de Joel Crawford e Januel Mercado.

‘A maravilhosa árvore encantada’

Baseada na série de livros da inglesa Enid Blyton, a fantasia estrelada por Andrew Garfield, Claire Foy e Rebecca Ferguson narra a história de uma família que se muda para o campo, onde as crianças descobrem uma árvore mágica com moradores excêntricos. Direção de Ben Gregor.

A comédia de Paulo Fontenelle segue Alice (Mariana Xavier), uma mulher endividada que recorre a um marido de aluguel (Maurício Manfrini) para tentar salvar a mansão e a família à beira do colapso.

Ficção e realidade caminham lado a lado no longa de Susana Garcia. Assim como as personagens que interpretam, as atrizes Ingrid Guimarães e Mônica Martelli são grandes amigas na vida real. Na comédia, elas vivem duas amigas na faixa dos 50 anos em crise de idade que decidem viajar para a Europa depois que suas filhas adolescentes vão fazer intercâmbio em Portugal.

Mônica Martelli e Ingrid Guimarães em cena de Minha melhor amiga

Dirigido por Yuval Abraham e Rachel Szor, do vencedor do Oscar “Sem chão”, o documentário israelense reúne depoimentos anônimos de 24 oficiais e soldados que atuaram em Gaza nos últimos anos, em operações de espionagem e ataques à distância. O filme evita imagens de horror e aposta na força da palavra para expor relatos intensos sobre a guerra, as mortes de civis e as decisões tomadas durante as operações militares.

Christopher Nolan entrega espetáculo em “A Odisseia”, sua adaptação do épico atribuído a Homero, uma das obras literárias mais antigas da humanidade, produzida no século VIII ou VII a.C. Estão lá as sequências que farão as cadeiras tremerem e transportarão o espectador para a Grécia da Idade do Bronze, embora haja menos fluidez nas cenas mais íntimas. Porém, o que mais impressiona na história de Odisseu (Matt Damon) — que passa quase 20 anos longe de sua terra, Ítaca, de sua amada Penélope (Anne Hathaway) e do filho Telêmaco (Tom Holland), após partir para a Guerra de Troia — é como o diretor discute com mais segurança alguns de seus temas favoritos, como heroísmo, paternidade, tempo e memória, e usa a mitologia grega para falar de nós, hoje.

Matt Damon, Will Yun Lee e Himesh Patel em A Odisseia

Inédita no Brasil, a versão dublada do anime de sucesso de 2000 acompanha Luffy e sua tripulação em busca do lendário tesouro do pirata Woonan. Direção de Junji Shimizu.

A animação de Priscilla Kellen narra a história de uma pequena semente de mamão da Amazônia que sonha em voar e, para isso, mantém-se em movimento para evitar criar raízes.

‘Patrulha Canina: uma aventura dino’

A série de animação infantil ganha uma adaptação para as telonas. Na aventura, a turma vai parar em uma ilha de dinossauros após uma tempestade, conhece Rex, um filhote perdido, e precisa ajudá-lo a salvar a ilha. Direção de Cal Brunker.

Não é difícil traçar paralelos entre as contrastantes visões de mundo dos personagens desse filme de Pedro Waddington e Rebeca Diniz — adaptado do livro “O jantar”, do holandês Herman Koch — e a polarizada sociedade brasileira. Em “Precisamos falar”, as divergências despontam tanto entre adultos quanto entre jovens. No primeiro grupo, formado por dois casais, as esposas simbolizam perspectivas discrepantes em relação a um crime cometido pelos filhos. Sandra (Marjorie Estiano) não mede esforços para evitar que o filho seja responsabilizado. Já Anna (Hermila Guedes) representa a preservação de princípios éticos. Os maridos também estão longe da concordância. Celso (Emílio de Mello) não prioriza interesses políticos, mas hesita na hora de tomar uma posição mais firme, e Paulo (Alexandre Nero) evidencia opiniões reacionárias.

Marjorie Estiano e Alexandre Nero em cena de Precisamos falar

‘Protocolo de extermínio’

Adria Arjona (de “Amores à parte”) interpreta uma ex-militar que se vê cercada, junto com a filha pequena, por um ataque de soldados geneticamente modificados que escaparam da base onde foram criados. A direção é de Adam Wingard (de “Godzilla vs. Kong”).

Se em “A queda” (2022) duas amigas escaladoras ficavam presas em uma enorme e isolada torre de transmissão, nesta continuação do filme de sobrevivência outras duas montanhistas (uma delas irmã de uma personagem do primeiro filme) decidem percorrer a perigosa trilha maia na Tailândia. Após um acidente, elas ficam presas em uma passarela suspensa a 3 mil metros de altitude. Com Harriet Slater e Arsema Thomas. Direção de Michael e Peter Spierig.

Nova produção de terror ambientada no universo da franquia de games homônima, dirigida por Zach Cregger. Na trama, um entregador de medicamentos fica preso em meio a uma epidemia e precisa enfrentar hordas de criaturas mutantes para sobreviver. Estrelado por Austin Abrams e Zach Cherry.

O feitiço vira contra a feiticeira nesta comédia romântica dirigida por Claudia Castro sobre uma bruxa com um beijo mágico: a pessoa beijada se apaixona por ela ou por alguém que já amou. Só que, numa dessas, é a bruxa quem se apaixona. Com Giovanna Grigio, Jê Soares e Diego Martins.

Na adaptação de Michael Showalter do best-seller de Colleen Hoover, Lowen Ashleigh (Dakota Johnson) é uma escritora contratada para concluir a série de livros de sucesso de Verity Crawford (Anne Hathaway), autora que ficou incapacitada após um acidente. Hospedada na casa de Verity e de seu marido, Jeremy (Josh Hartnett), Lowen encontra um manuscrito perturbador que revela segredos da família e se vê envolvida em um triângulo marcado por desejo, suspense e dúvidas sobre o que é verdade.

Jogo de mentiras: Dakota Johnson em Verity, thriller baseado no best-seller de Colleen Hoover

‘Vingadores: Ultimato Encore’

Relançamento do filme de 2019 em que os heróis da Marvel enfrentam Thanos na batalha pelo destino do universo. A reestreia traz cenas inéditas, nova introdução e, nas sessões IMAX, uma prévia de “Vingadores: Doomsday”, que estreia em dezembro.

Histórias de confinamento, em que os personagens interagem o tempo todo no mesmo espaço, são especialmente favoráveis a alguns gêneros, como o suspense e o terror. Características de ambos são exploradas em “Virtuosas”, que se vale também, para a construção de um ambiente tenso, de crítica social temperada, aqui e ali, por humor sombrio. Em foco, um movimento inspirado em leituras da Bíblia que se espalha por diversos países como um contraponto ao feminismo. Autora do “Guia Definitivo da Mulher Virtuosa”, Virginia (Bruna Linzmeyer) é uma influenciadora e coach que organiza retiros para “mulheres, mães e esposas” dispostas a encontrar sua “melhor versão”, de acordo com “princípios bíblicos”.

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