Trocar a sala de aula por trilhas, mirantes, nascentes e uma imersão na Mata Atlântica é a experiência que 60 estudantes do curso de Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) vivenciarão nesta terça-feira (6), durante uma visita ao Parque da Fonte Grande, em Vitória.
Mirante da Cidade no Parque da Fonte Grande.
No interior de uma das mais relevantes áreas verdes da capital, o grupo participará de atividades que conectam os conteúdos acadêmicos à realidade territorial. Urbanização, preservação ambiental, mudanças climáticas e a importância da Mata Atlântica nos ambientes urbanos figuram entre os assuntos a serem debatidos ao longo da programação.
A atividade está inserida no projeto “Mata Atlântica: Floresta que Ensina”, conduzido pela Gerência de Educação Ambiental (GEA) da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), por intermédio do Centro de Educação Ambiental (CEA) Fonte Grande.
O objetivo é justamente transformar a floresta em um espaço vivo de aprendizado, favorecendo o contato direto com o bioma e possibilitando que os participantes observem, na prática, aspectos que normalmente só são abordados em sala de aula.
Trilhas, mirantes e uma nova leitura da cidade
Ao longo da vivência, os estudantes percorrerão as trilhas da Pedra da Batata e do Caracol e visitarão os mirantes do Sumaré e da Cidade, locais que proporcionam uma vista privilegiada de Vitória e de cidades da região metropolitana.
Pedra da Batata no Parque da Fonte Grande.
O trajeto também contempla a observação da fauna e da flora, o contato com nascentes e córregos, além de atividades de interpretação da paisagem.
Para além da contemplação da natureza, a iniciativa busca incentivar os futuros geógrafos e professores a enxergarem a cidade por uma nova perspectiva, analisando como a floresta interage com o espaço urbano e qual é a função das áreas naturais na proteção das encostas, na conservação da biodiversidade e na qualidade de vida das pessoas.
A programação também reserva espaço para debates sobre os impactos das mudanças climáticas e o papel das políticas públicas e da participação social na conservação ambiental.
Universidade e cidade conectadas
Segundo a gerente de Educação Ambiental da Semmam, Juliana Sardinha, aproximar as universidades das ações desenvolvidas no município amplia o alcance da educação ambiental e contribui para a formação de novos multiplicadores: “Integrar a formação acadêmica à vivência prática fortalece a rede de multiplicadores das políticas públicas que tratam das questões ambientais e buscam assegurar qualidade de vida no município”, destaca.
A ação também evidencia o potencial das áreas verdes de Vitória, que vão além de espaços de preservação e lazer, funcionando igualmente como ambientes de pesquisa, formação e aprendizado.

Mirante Sumaré no Parque da Fonte Grande.

Exemplar de fauna presente no Parque da Fonte Grande.
Informações adicionais sobre projetos e parcerias conduzidos pela Gerência de Educação Ambiental da Semmam podem ser obtidas pelo telefone (27) 98154-0185 ou pelo portal interativo IntErAgeVix.






