Já se passaram 19 anos desde que Tom Cruise registrava resultados tão fracos nas bilheteiras.
Durante o fim de semana de lançamento na América do Norte, “Digger” faturou somente 8 milhões de dólares (7,36 milhões de euros), a quantia mais reduzida obtida pelo ator desde “Peões em Jogo” (2007), que começou com 6,7 milhões de dólares.
Naquela época, o prejuízo financeiro foi bem menor: o drama bélico realizado por Robert Redford custou cerca de 35 milhões de dólares, em valores de 2007. Por sua vez, a sátira de Alejandro González Iñárritu, na qual Tom Cruise interpreta um idoso abastado que julga poder salvar o mundo após uma catástrofe climática, viu o seu orçamento inflacionar de 125 milhões para entre 160 e 180 milhões de dólares (de 115 milhões para 147 a 165 milhões de euros), excluindo as despesas de marketing.
“Digger” constitui o derradeiro lançamento do estúdio Warner Bros. antes da conclusão da sua fusão multimilionária com a Paramount Skydance, conglomerado que passará a designar-se oficialmente Skydance.
Diversas fontes indicaram ao site especializado Deadline que o prejuízo de “Digger” deverá rondar os 150 milhões de dólares (138 milhões de euros), uma estimativa que pressupõe que o filme ainda alcance 50 milhões de dólares nas receitas globais, o que não é certo depois de uma estreia mundial de somente 20 milhões de dólares (18,4 milhões de euros), das reações polarizadas da crítica e do público e da forte concorrência de novas produções nas semanas seguintes.
“Para uma comédia negra, os números [de estreia] não são maus, porém as comédias deste género costumam ser produções de pequena escala, e este não é um filme pequeno — é um filme de Tom Cruise”, afirmou o experiente analista da indústria David A. Gross, da FranchiseRe Movies, acerca do montante, que apenas garantiu o quarto lugar nas bilheteiras dos EUA e do Canadá.
Ironicamente, Tom Cruise tem uma ligação histórica a alguns dos maiores êxitos comerciais da Paramount nas últimas três décadas, como a emblemática saga “Missão: Impossível”.
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Em contraste, o thriller “Verity”, protagonizado por Dakota Johnson, Anne Hathaway e Josh Hartnett, arrecadou 32,6 milhões de dólares (aproximadamente 30 milhões de euros) no seu fim de semana de estreia.
Baseada num romance de Colleen Hoover, a trama sobre uma escritora com dificuldades contratada para auxiliar uma autora famosa a concluir o seu livro teve uma excelente estreia para um filme original de suspense psicológico, conforme salientou David A. Gross na sua análise aos resultados das bilheteiras norte-americanas.
“O resultado do fim de semana ficou bastante acima da média para o género, ainda que as críticas e as avaliações do público sejam desfavoráveis”, escreveu.
“A receção não está a afetar o filme — o público está a acorrer em massa”, acrescentou.
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“Resident Evil”, da Sony, permaneceu em segundo lugar, ao arrecadar 12,5 milhões de dólares (11,5 milhões de euros), elevando a sua receita total na América do Norte para 125 milhões de dólares (115 milhões de euros) e a global para 246,4 milhões de dólares (226,6 milhões de euros), após três fins de semana em exibição.
Esta nova versão é já a mais bem-sucedida nas bilheteiras norte-americanas em toda a história da saga, formada por oito filmes, e a terceira mais rentável a nível mundial. O orçamento, sem contabilizar o marketing, terá rondado os 75 milhões de dólares (69 milhões de euros).
“Heart of the Beast – Heróis Inseparáveis”, com Brad Pitt a interpretar um antigo soldado que, acompanhado pelo seu leal, mas traumatizado, cão de combate, luta pela sobrevivência na natureza selvagem do Alasca, arrecadou aproximadamente 11 milhões de dólares (10,1 milhões de euros) para a Paramount no seu segundo fim de semana.
O filme manteve-se no terceiro lugar e já acumulou 98,7 milhões de dólares (90,6 milhões de euros) no mercado global, contra um orçamento que terá ficado em torno dos 82 milhões de dólares (75,3 milhões de euros), excluindo os custos de marketing.
A descer uma posição para o quinto lugar, com os mesmos oito milhões de dólares de “Digger” (7,36 milhões de euros), ficou “Primetime”, com Robert Pattinson a dar vida a Chris Hansen, um famoso apresentador de reality shows.
Com 34,1 milhões de dólares (31,3 milhões de euros) já arrecadados na América do Norte, o filme, que chega esta semana às salas portuguesas, baseia-se num programa real norte-americano de meados da década de 2000 intitulado “To Catch a Predator”, no qual Hansen e a sua equipa de produção atraíam potenciais pedófilos para operações de emboscada, com a polícia à espera para efetuar detenções em frente às câmaras.






