Os riscos superam os benefícios. Segundo o posicionamento, ao contrário dos medicamentos registrados e aprovados, os implantes manipulados não passam pelo rigoroso processo de controle que assegura pureza, dose correta, velocidade de liberação do hormônio e segurança a longo prazo. O atendimento de pacientes com efeitos adversos graves decorrentes do mau uso de hormônios, especialmente de implantes manipulados, tornou-se rotina nos consultórios médicos.
Por que os implantes manipulados são perigosos?
Dosagem imprevisível e efeitos colaterais. Uma vez inserido sob a pele, o implante libera hormônios no corpo por meses. Se o paciente apresentar efeitos colaterais graves — como acne severa, queda de cabelo, alterações irreversíveis na voz, aumento do clitóris, problemas no fígado e risco elevado de trombose e AVC —, não é possível suspender ou ajustar a dose rapidamente. A retirada do implante pode ser difícil e, em muitos casos, incompleta.
Falsas promessas e falta de estudos. Para mulheres na menopausa, o documento alerta que não há respostas sobre a segurança desses implantes em relação ao risco de câncer de mama e de endométrio, doenças cardiovasculares e tromboembolismo. A carta afirma que a denominação “bioidêntico”, frequentemente usada como estratégia de marketing, não representa qualquer garantia de eficácia ou segurança.
Coquetel de substâncias. As entidades médicas mostram preocupação com a inclusão de outras substâncias nos implantes, como metformina (para diabetes), tadalafina (para disfunção erétil), ocitocina e o anabolizante oxandrolona, afirmando que a prática “carece totalmente de respaldo ético ou científico”.
Posicionamento não é contra a terapia hormonal
As sociedades médicas fazem questão de esclarecer que não se opõem à terapia hormonal quando ela é bem indicada e feita com medicamentos aprovados pela Anvisa.







