Estreias e filmes em cartaz: Vingadores, One Piece, Virtuosas e Coração Selvagem…

Estreias e filmes em cartaz: Vingadores, One Piece, Virtuosas e Coração Selvagem

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O relançamento de “Vingadores” com “Ultimato Encore”; a versão dublada inédita do anime “One Piece”; o terror brasileiro “Virtuosas”, com Bruna Linzmeyer, sobre um retiro para mulheres cristãs; o drama de Pedro Waddington e Rebeca Diniz estrelado por Marjorie Estiano, Alexandre Nero, Hermila Guedes e Emílio de Mello; e a aventura “Coração Selvagem”, com Brad Pitt como um ex-militar e seu cachorro, estão entre as estreias da semana. A seguir, os filmes que chegam às salas de cinema nesta semana e os que permanecem em cartaz.

  • ‘Duna: parte três’: ingressos para a estreia, em dezembro, já estão à venda; o filme terá sessões em IMAX.

As estreias da semana (24 a 30 de setembro)

Um thriller de sobrevivência na natureza, um drama sobre a profunda amizade entre um homem e seu cão, ou uma ode aos cães militares treinados para atuar nos campos de batalha. “Coração selvagem” se encaixa em qualquer uma dessas definições, mas também pode abranger todas ao mesmo tempo, dependendo da sensibilidade e das inclinações cinematográficas de quem assiste. No filme, Brad Pitt interpreta um veterano militar aposentado que se vê perdido numa região remota do Alasca junto com seu fiel pastor alemão e companheiro de combates. De certa forma, o roteiro faz do personagem de quatro patas o centro e o coração dessa eficiente, porém um tanto piegas, aventura dirigida por David Ayre, que teve estreia mundial no Festival de San Sebastian.

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Na coprodução entre Brasil e Portugal com Marcelo Adnet e Jessica Athayde, o hotel onde uma mulher workaholic trabalha é vendido, e ela precisa lutar para manter tudo funcionando, mesmo com uma equipe caótica e hóspedes excêntricos. Direção de Hermano Moreira.

A nova animação da Dreamworks acompanha duas amigas que são transportadas para a Ilha de Nakali, habitada por criaturas mitológicas. Com a ajuda de um cão lobisomem, elas enfrentam monstros e correm contra o tempo para escapar. Direção de Joel Crawford e Januel Mercado.

O longa reconta a história verídica das irmãs estadunidenses Kate, Maggie e Leah Fox, pioneiras do espiritualismo moderno em meados do século XIX. Direção do brasileiro Wagner de Assis (“Nosso lar”), com Jamie Hughes, Sionne Elise e Marie McHugh no elenco.

A comédia de Paulo Fontenelle acompanha Alice (Mariana Xavier), uma mulher endividada que recorre a um marido de aluguel (Maurício Manfrini) para tentar salvar a mansão e a família, à beira do colapso.

‘Nem toda história de amor acaba em morte’

Este romance dirigido por Bruno Costa acompanha um triângulo amoroso entre Sol (Chiris Gomes), o ex-marido Miguel (Octavio Camargo) e Lola (Gabriela Grigolom), uma jovem atriz surda.

Inédita no Brasil, a versão dublada do anime de sucesso de 2000 acompanha Luffy e sua tripulação em busca do lendário tesouro do pirata Woonan. Direção de Junji Shimizu.

A animação de Priscilla Kellen conta a história de uma pequena semente de mamão da Amazônia que sonha em voar e, para isso, mantém-se em movimento para evitar criar raízes.

Não é difícil traçar articulações entre as contrastantes visões de mundo dos personagens desse filme de Pedro Waddington e Rebeca Diniz — adaptado do livro “O jantar”, do holandês Herman Koch — e a polarizada sociedade brasileira. Em “Precisamos falar”, as divergências aparecem tanto entre adultos quanto entre jovens. No primeiro grupo, formado por dois casais, as esposas simbolizam perspectivas divergentes em relação a um crime cometido pelos filhos. Sandra (Marjorie Estiano) não mede esforços para evitar que o filho seja responsabilizado. Já Anna (Hermila Guedes) representa a preservação de princípios éticos. Os maridos também estão longe da concordância. Celso (Emílio de Mello) não prioriza interesses políticos, mas hesita na hora de tomar uma posição mais firme, e Paulo (Alexandre Nero) evidencia opiniões reacionárias.

Histórias de confinamento, em que os personagens interagem o tempo todo no mesmo espaço, são especialmente favoráveis a alguns gêneros, como o suspense e o terror. Características de ambos são exploradas em “Virtuosas”, que se alimenta também, para a construção de um ambiente tenso, de crítica social temperada, aqui e ali, por humor sombrio. Em foco, um movimento inspirado em leituras da Bíblia e que se espalha por diversos países como um contraponto ao feminismo. Autora do “Guia Definitivo da Mulher Virtuosa”, Virginia (Bruna Linzmeyer) é uma influenciadora e coach que organiza retiros para “mulheres, mães e esposas” dispostas a encontrar sua “melhor versão”, de acordo com “princípios bíblicos”.

‘Vingadores: Ultimato Encore’. Relançamento do filme de 2019 em que os heróis da Marvel enfrentam Thanos na batalha pelo destino do universo. A reestreia traz cenas inéditas, nova introdução e, nas sessões IMAX, uma prévia de “Vingadores: Doomsday”, que estreia em dezembro.

‘Linkin Park: Unshatter’. O documentário acompanha os bastidores da retomada da banda aos palcos e aos estúdios, sete anos após a morte do vocalista, Chester Bennington. Quarta.

Cinema de Pijama. Na 14ª edição, as cinco salas do Estação Claro Rio ficam abertas, com filmes como “Beijos roubados”, de Truffaut, “A colecionadora”, de Éric Rohmer, “Premonição”, de Lucio Fulci e mais. Inclui open pipoca e café da manhã para quem chegar até o fim. Botafogo. Sábado, das 23h, até domingo, às 7h30. R$ 68,39.

Mostra de Cinema Cavideo. Inspirada na lista dos 50 melhores filmes brasileiros deste século, organizada em 2025 pelo GLOBO com votação de 117 profissionais do audiovisual, a mostra será apresentada na inauguração do Cineclube Cavideo, na Areninha Cultural João Bosco, em Vista Alegre. As sessões acontecem na última quarta-feira do mês, e o primeiro título da lista é “Marte Um”, de Gabriel Martins. “Bacurau”, de Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho, e “Saneamento básico, o filme”, de Jorge Furtado, são alguns dos títulos da seleção. Quarta, às 19h. Grátis.

Cine Favela LGBTQIAPN+. O festival exibe 24 filmes de realizadores favelados e queer. Na abertura (quarta), homenagem à cultura de ballroom com exibição de “Salão de Baile: this is ballroom” (19h15) e batalha de passinho (21h). Quadra do Alto, Vidigal. Até dia 27. Grátis, com retirada de ingressos via Sympla.

Filmambiente. A partir de quarta-feira, a quinta edição do festival exibe 60 filmes, nacionais e internacionais, de temática ambiental e social, divididos em oito mostras, no Estação Claro Rio. Também há sessões especiais em espaços como Cinemateca do MAM, Cine UFF e Biblioteca Parque. Até 2 de outubro. Grátis.

Cena de 'La Llorona', de Jayro Bustamante, primeira produção da Guatemala e da América Central indicada ao Globo de Ouro — Foto: Divulgação

‘Soy Loco por Ti, Centroamérica’. A mostra exibe 21 filmes da América Central inéditos no Brasil e premiados em festivais como Cannes, Berlim, Locarno e Veneza. Entre os destaques, estão “La Llorona”, de Jayro Bustamante, primeira produção da Guatemala e da América Central indicada ao Globo de Ouro (dia 2, às 18h), e “Tengo sueños eléctricos”, da costarriquenha Valentina Maurel (dia 23, às 18h30). CCBB, Centro. Até 19 de outubro. Grátis.

‘Dança. Detetive. Diário. Diva.’ A mostra no CCBB tem quatro ciclos temáticos a partir de clássicos como “A deusa”, de Wu Yonggang (dia 23, às 17h) e “Céu e Inferno”, de Akira Kurosawa (dia 28, às 17h). CCBB, Centro. Até dia 30. Grátis.

‘Curta no Almoço’. Na 13ª edição, a mostra reúne 20 curtas-metragens de diferentes regiões do país, entre documentários, ficções, animações e obras híbridas, com três sessões diárias. Caixa Cultural, Centro. Terça a sexta, em três sessões: 12h, 12h45 e 13h30. Até 25 de setembro. Estreia terça.

'Pequenas criaturas', com Carolina Dieckmann — Foto: Divulgação

Cine BNDES. Até outubro, o BNDES exibe, toda quarta-feira, longas brasileiros que receberam apoio do banco. Nesta semana, a sessão será de “Criadas”, filme da diretora Carol Rodrigues, com Mawusi Tulani e Ana Flávia Cavalcanti. A seleção inclui “Pequenas criaturas” (7 de outubro), com Carolina Dieckmmann, entre outros. A programação completa está no site do BNDES. Espaço Cultural BNDES. Av. República do Chile 100, Centro. Quarta, às 18h30. Até 7 de outubro. Grátis.

Filmes que seguem em cartaz

‘Acampamento Miasma: adolescência, sexo e morte’

Com Hannah Einbinder (“Hacks”) e Gillian Anderson (“Arquivo X”) nos papéis principais, o longa de Jane Schoenbrun — que venceu a Palm Queer no Festival de Cannes deste ano — revisita o terror slasher, popularizado nos anos 1980. A trama acompanha Kris (Einbinder), uma jovem cineasta contratada para dirigir um remake da franquia fictícia de terror oitentista “Camp Miasma”. Ela procura Billy Presley (Anderson), atriz que interpretou a protagonista sobrevivente do filme original e vive afastada dos holofotes há décadas. À medida que se aproximam, as duas caem em um frenesi de mania psicossexual.

Depois de assinar filmes de pequeno porte e, em alguns casos, de perfil experimental, Bruno Safadi surge à frente dessa produção ambiciosa, que recria, em estúdio, a gélida paisagem da Antártida. Uma proeza tecnológica executada com primor. Como entretenimento — que transita por gêneros variados (suspense, ação, drama) —, também há limitações. O público acompanha o convívio frequentemente agressivo entre cientistas e militares isolados numa base na Antártida. Não demora para um crime acontecer: a cientista Inês (Marina Ruy Barbosa) é estuprada. Quem praticou ato tão brutal? Esse mistério atravessa boa parte da projeção. No entanto, mesmo com a significativa contribuição do trabalho sonoro para a instalação de uma atmosfera de tensão, Safadi não consegue atiçar, em grau considerável, a curiosidade em torno da revelação do culpado.

Leandra Leal e Andréa Beltrão em

‘Authentic games – No império desconectado’

Animação acompanha o YouTuber Marco Túlio, conhecido como Authentic games, dentro do universo Minecraft. Direção de Bruno Murtinho.

No longa de ação, Jason Statham interpreta um homem injustamente acusado de assassinar seu chefe bilionário. Para vingar a morte do patrão, ele parte sozinho em um navio cargueiro e, aos poucos, desvenda uma possível conspiração internacional.

Em 2012, “Colegas” marcou um divisor de águas ao apresentar um filme de ficção com personagens com síndrome de Down. Sem paternalismo ou discurso de inclusão, o diretor Marcelo Galvão apostava na espontaneidade e leveza de seu elenco para conquistar o público e prêmios em festivais, como em Gramado. A continuação do feito chega 14 anos depois, com “Colegas e o herdeiro”, que repete direção, parte do elenco original ao lado de uma renovada safra de intérpretes envolvidos em altas aventuras. Desta vez, quatro internos decidem fugir ao encontro do cultuado “herói” do passado Stallone, suposto gerente de um hotel no Uruguai. O percurso é longo, atribulado, envolve pilotar avião, Polícia Federal, roubo de joias e outros obstáculos. Há participantes diretos e indiretos nos riscos das aventuras, que incluem altas expectativas amorosas.

A perda do desejo sexual pode ser tanto sintoma quanto consequência de crises conjugais que acometem casais durante uma relação longa e com filhos. O tema é universal e o interesse por ele também. Prova disso é que o filme espanhol “Sentimental” (2020), do diretor Cesc Gay, adaptado de uma peça de sua autoria, já teve remakes na Itália, Suíça, França, Coreia do Sul e, mais recentemente, nos EUA, batizado de “O convite”, que acaba de chegar aos cinemas. É o terceiro longa dirigido pela atriz Olivia Wilde, que fez o dever de casa corretamente. Ela procura soluções visuais que confiram dinamismo ao filme, que se passa no apartamento do casal Angela (a própria Wilde) e Joe (Seth Rogen). Eles recebem para jantar os vizinhos do andar de cima, Pina (Penelope Cruz) e Hawk (Edward Norton), cuja voracidade barulhenta na cama costuma irritar Joe, mas desperta a curiosidade de Angela.

'O convite': com Olivia Wilde, Seth Rogen, Edward Norton e Penélope Cruz — Foto: Divulgação

A estrutura de “As cores do tempo” tem algo de novelinha sobre família, mas com a ideia interessante de traçar conexões temporais. Dirigida por Cédric Klapisch (o mesmo do cult “Albergue espanhol”, de 2002), a trama vai e volta entre o fim do século XIX e 2025, distribuindo mistérios, romances, cartas escondidas e revelações sobre parentes de gerações passadas e pintores famosos. No entanto, a saga familiar se perde numa insistência em forçar a mão nas conexões. Em “As cores do tempo”, quase tudo precisa ser mastigado, toda emoção precisa ser sublinhada e toda imagem precisa conduzir a uma conclusão. Com isso, resvala para a cafonice. Frases como “sempre olhei para a frente, me faz bem olhar para trás”, por exemplo, parecem tiradas de perfil motivacional do TikTok.

Nesta mistura de animação e live-action, o Coyote processa a empresa Acme porque seus produtos usados na tentativa de capturar o Papa-Léguas sempre falham. Direção de Dave Green. Com Will Forte e John Cena.

“Da magia à sedução: feitiço de amor”

Quando foi lançado, em 1998, “Da magia à sedução”, dirigido por Griffin Dunne, não fez muito sucesso, apesar de contar com as estrelas Sandra Bullock e Nicole Kidman. A crítica também não morreu de amores pela história das irmãs bruxas criadas pelas tias Frances (Stockard Channing) e Jet (Dianne Wiest) e amaldiçoadas no amor. Mas, de lá para cá, o filme foi conquistando um público fiel. O resultado chega aos cinemas nesta semana: “Da magia à sedução: feitiço de amor”, dirigido por Susanne Bier, continua a história de Sally (Bullock) e Gillian (Kidman). Depois de ser mais uma vez vítima da maldição das Owens, que as impede de ser felizes no amor, Sally abandonou a bruxaria e escondeu suas habilidades das filhas Kylie (Joey King) e Antonia (Maisie Williams). Mas a verdade vem à tona, colocando a família em risco.

Nicole Kidman e Sandra Bullock em

‘Era uma vez minha primeira vez’

Baseado no livro de Thalita Rebouças, o filme dirigido por Claudia Castro acompanha quatro amigas que vivem juntas a descoberta da sexualidade, cada uma a sua maneira. Com Letícia Braga, Duda Matte, Castorine e Livia Silva.

A animação adulta norueguesa, dublada aqui pela turma do Porta dos Fundos, acompanha a jornada de um espermatozoide e seus amigos em busca do óvulo. Direção de Rasmus A. Sivertsen e Tommy Wirkola.

‘Gatos no museu 2: tesouros do Egito’

A animação russa de Vasiliy Rovenskiy acompanha uma turma de gatos que, após salvar o Hermitage, parte em uma aventura rumo às Pirâmides de Gizé.

‘Gonzaguinha, da maior liberdade’

No documentário, Susanna Lira foge da biografia convencional para iluminar a visão política, a verve afiada e a postura inconformista de Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o Gonzaguinha, um dos artistas mais importantes da música popular.

‘O grande arco de Paris’

Esta coprodução entre França e Dinamarca conta a história de Otto von Spreckelsen, um professor de Copenhague que, em 1983, venceu um concurso organizado pelo presidente francês François Mitterrand para projetar um dos maiores monumentos do país. Direção de Stéphane Demoustier, com Claes Bang, Sidse Babett Knudsen e Xavier Dolan.

‘Homem-aranha: um novo dia’

Não dá para ser adolescente para sempre, nem mesmo se você for picado por uma aranha radioativa, ganhar poderes e sair por aí atirando teias por Nova York. O novo “Homem-Aranha — Um novo dia” busca retratar essa transição entre o garoto Peter Parker que só pensa em se divertir e o jovem adulto que precisa tomar decisões mais complicadas que a maturidade impõe. O principal vilão, nesse caso, é o tempo, um tema que já apareceu muitas vezes nos quadrinhos do Homem-Aranha e também já foi usado no cinema. Mas, agora, no bom filme dirigido por Destin Daniel Cretton, ganha um frescor que anda cada vez mais raro no modelo fordista de produção em massa de histórias de super-heróis.

Tom Holland em

‘A maravilhosa árvore encantada’

Baseado na série de livros da inglesa Enid Blyton, essa fantasia estrelada por Andrew Garfield, Claire Foy e Rebecca Ferguson conta a história de uma família que se muda para o campo, onde as crianças descobrem uma árvore mágica com moradores excêntricos. Direção de Ben Gregor.

Live-action baseado no folclore russo sobre uma menina que precisa salvar o irmão, transformado em cabra por espíritos malignos da floresta, com a ajuda de três ursos. O conto também inspirou a série animada criada em 2009. Dirigido por Antonina Ruzhe.

Ficção e realidade caminham lado a lado no longa de Susana Garcia. Assim como as personagens que interpretam, as atrizes Ingrid Guimarães e Mônica Martelli são grandes amigas. Na comédia, elas vivem duas amigas na faixa dos 50 anos em crise de idade que decidem viajar para a Europa após suas filhas adolescentes irem fazer intercâmbio em Portugal.

Mônica Martelli e Ingrid Guimarães em cena de

Na década de 1920, na era de ouro de Hollywood, os Minions saem em busca de monstros para estrelar seu próprio filme. A animação traz referências a clássicos como “Tempos modernos”, de Chaplin, e “Tubarão”, de Spielberg. Dirigido por Pierre Coffin, responsável pela franquia e pela dublagem dos Minions.

‘Morte e vida Madalena’

Nesta coprodução entre Brasil e Portugal dirigida por Guto Parente, Madalena (Noá Bonoba) é uma produtora de cinema que precisa lidar com a morte do pai, sua gravidez de oito meses e a produção de um filme B de sci-fi em que tudo parece dar errado.

Num mundo marcado por exibicionismo e ausência de privacidade, características favorecidas pela crescente adesão a aparatos tecnológicos, ainda há espaço para o envolvimento romântico. É o que parece dizer Jorge Furtado por meio das jornadas de Rubem (Daniel de Oliveira), Grace (Luisa Arraes) e Nalva (Samantha Jones). O primeiro recebe de herança um motel falido, onde mora a segunda, ex-funcionária do estabelecimento. Diante da falta de perspectiva financeira, eles pedem à terceira para ajudar na gravação da intimidade sexual dos clientes. Eles passam a comercializar os vídeos, alterando, porém, as identidades visuais dos que são filmados clandestinamente. Mas nem tudo sai conforme o previsto. Mariana (Drica Moraes), mãe de Grace, atrapalha os planos do trio. E Rubem e Grace se aproximam afetivamente.

Cena de

‘No limite da justiça’

Inspirado em uma história real, o filme se passa no Mississippi (EUA) dos anos 1960 e traz Mark Wahlberg como o notório assassino de aluguel da máfia Greg Scarpa, que se juntou a um jovem agente negro do FBI (Yahya Abdul-Mateen II) para investigar uma onda de assassinatos de líderes dos direitos civis por membros da Ku Klux Klan. Direção de Elegance Bratton.

Integrantes de duas gerações da mesma família convivem em uma casa que é também personagem — talvez a principal — em “Nosso segredo”, vencedor dos prêmios de melhor filme, fotografia e direção de arte no Festival de Gramado. A concentração dramática em um único espaço tem origem teatral: a peça “Amores surdos”, escrita pela diretora Grace Passô e encenada pelo grupo Espanca. Mas o resultado é cinematográfico, com uma câmera que se movimenta como se fosse também personagem, explorando as relações entre as pessoas e delas com o lugar onde vivem.

Christopher Nolan entrega espetáculo em “A odisseia”, sua adaptação do épico atribuído a Homero, uma das obras literárias mais antigas da humanidade, produzida no século VIII ou VII a.C. Estão lá as sequências que farão as cadeiras tremerem e transportarão o espectador para a Grécia da Idade do Bronze, embora haja menos fluidez em cenas mais íntimas. Porém, o que mais impressiona na história de Odisseu (Matt Damon) — que fica quase 20 anos longe de sua terra, Ítaca, de sua amada Penélope (Anne Hathaway) e do filho Telêmaco (Tom Holland), após partir para a Guerra de Troia — é como o diretor discute com mais segurança alguns de seus temas favoritos, como heroísmo, paternidade, tempo e memória, e usa a mitologia grega para falar de nós, hoje.

Matt Damon, Will Yun Lee, e Himesh Patel em

Vencedor do Prêmio César, o drama francês de Carine Tardieu traz Valeria Bruni Tedeschi como uma mulher independente que se aproxima do vizinho, pai solteiro de dois filhos, e, aos poucos, cria laços com a família.

‘Patrulha Canina: uma aventura dino’

A série de animação infantil ganha uma adaptação para os cinemas. Na aventura, a turma vai parar em uma ilha de dinossauros após uma tempestade, onde conhece Rex, um filhote perdido, e precisa ajudá-lo a salvar a ilha. Direção de Cal Brunker.

A comédia romântica acompanha um músico (Spike Fearn) e uma estudante de Psicologia (Angourie Rice) que formam uma parceria para tentar encontrar a garota por quem ele se apaixonou numa festa. Direção de Alicia MacDonald.

‘A quinta portuguesa’

Após o desaparecimento da companheira, um professor assume a identidade de outro homem e passa a trabalhar como jardineiro em uma quinta, onde cria um vínculo inesperado com a dona da casa. Dirigido por Avelina Prat, com Manolo Solo e Maria de Medeiros.

Nova produção de terror do universo baseado na franquia de games homônima, dirigida por Zach Cregger. Na trama, um entregador de medicamentos fica preso em meio a uma epidemia e precisa enfrentar hordas de criaturas mutantes para sobreviver. Estrelado por Austin Abrams e Zach Cherry.

‘Sobrenatural — Agora entre nós’

Sexto filme da franquia de terror, traz novos personagens, mas gira em torno do mesmo universo. Na trama, uma mulher descobre que pode viajar para o Além. Os problemas começam quando criaturas malignas descobrem que podem voltar com ela. Com Lin Shaye, Sam Spruell e Amelia Eve. Direção de Jacob Chase.

Estrelada por Callum Turner e Monica Barbaro, a comédia romântica é ambientada em uma Nova York distópica em que os solteiros só têm autorização de transar uma vez por ano. É justamente na fatídica noite que os dois se conhecem, mas uma série de desencontros atrapalha a paquera. Direção de Will Gluck (de “Todos menos você”).

No terror de Eli Roth, uma pacata cidade de veraneio vira um caos quando uma sorveteria passa a servir doces que transformam crianças em assassinas. Com Ari Millen e Benjamin Byron Davis.

O feitiço vira contra o feiticeiro nesta comédia romântica dirigida por Claudia Castro sobre uma bruxa com um beijo mágico: ou a pessoa beijada se apaixona por ela ou por uma pessoa que já amou. Só que, numa dessas, é a bruxa quem se apaixona. Com Giovanna Grigio, Jê Soares e Diego Martins.

‘Os trapaceiros de Garibaldi’

O drama histórico reconstrói a trajetória de um coronel siciliano que integra as tropas de Giuseppe Garibaldi durante a campanha de 1860 pela unificação da Itália. Direção de Roberto Andò, com Toni Servillo e Salvatore Ficarra no elenco.

Nem todas as histórias terminam quando acabam. A hipótese também pode valer para vidas, percursos. Alguns, pelo menos. A diretora catalã Isabel Coixet despontou em 2003 com “Minha vida sem mim”, com finíssima sensibilidade para abordar temas “difíceis”. Depois assinou “A vida secreta das palavras” (2005), entre outros, sem encostar em sua obra mais marcante. Com “Três vezes adeus”, a diretora retoma o tema do “depois”. É difícil escapar do spoiler.

Os medos dos brinquedos de “Toy story” são comuns aos de qualquer humano, como deixar de ter utilidade, ser abandonado, não ficar na memória de alguém. Em “Toy story 5”, de Andrew Stanton (“Procurando Nemo”, “Wall-E”), a esses temores junta-se um novo: o avanço da tecnologia não poupa ninguém. “A era dos brinquedos acabou”, dizem, apavorados, os bonecos, ao perceberem que todos têm os olhos voltados para baixo, para as telas de seus celulares. Não há grandes novidades na trama, apenas uma atualização com o impacto da tecnologia. Mas é bom passar um tempo com esses personagens e voltar a se emocionar com eles, ainda mais em um filme de visual tão deslumbrante.

Em

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