Mercados acionários europeus fecham em queda com temores de inflação e ata do BCE; Frankfurt escapa das perdas
As principais bolsas da Europa encerraram o pregão em território negativo na quinta-feira, enquanto os investidores analisavam a ata da mais recente reunião do Banco Central Europeu (BCE) e as tensões inflacionárias decorrentes dos elevados custos de energia. Em sentido contrário, a bolsa de Frankfurt fechou em alta, impulsionada pelo setor de tecnologia depois dos resultados da Nvidia nos Estados Unidos.
Em Londres, o índice FTSE 100 recuou 0,79%, aos 10.792,54 pontos. Já o DAX, de Frankfurt, avançou 0,27%, aos 26.355,97 pontos. Em Paris, o CAC 40 desvalorizou 1,68%, aos 8.319,87 pontos, enquanto o FTSE MIB, de Milão, cedeu 1,17%, aos 52.265,12 pontos.
Na Espanha, o Ibex 35, de Madri, recuou 0,93%, aos 19.880,60 pontos, e o PSI 20, de Lisboa, registrou baixa de 0,60%, aos 9.389,24 pontos. Os números ainda são preliminares.
O subíndice setorial de tecnologia da Europa subiu 1,75% na quinta-feira, após a Nvidia, companhia americana de semicondutores considerada uma referência para os investimentos em inteligência artificial (IA), reportar vendas históricas e apresentar estimativas superiores às expectativas do mercado.
Como reflexo, a alemã Infineon Technologies, fabricante de chips, avançou aproximadamente 3%, enquanto a empresa de software SAP valorizou-se quase 6%.
Por outro lado, os segmentos de química (-0,84%) e bancário (-1,75%) fecharam no vermelho. No campo das ações individuais, a francesa Pernod Ricard, controladora de marcas como Absolut, Jameson e Martell, despencou mais de 4% depois de revelar um desempenho anual de vendas fraco, impactado pelos números nos EUA e na China.
Os investidores também monitoram a ata do encontro de julho do BCE. No documento, a autoridade monetária sinalizou que, se as projeções para a inflação não apresentarem melhora, um novo incremento nas taxas de juros poderá ser necessário. Ainda assim, os dirigentes não haviam assumido previamente o compromisso de endurecer a política monetária em setembro.
O dirigente do BCE Dimitar Radev disse que as reuniões de outubro e dezembro permanecem em aberto para novos ajustes, defendendo que os formuladores de política monetária não devem aguardar a confirmação dos efeitos secundários para tomar medidas.







