A 28ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, marcada para o período de 4 a 13 de setembro deste ano e considerada o maior evento literário do Brasil e o terceiro maior do mundo em sua categoria, já tem programação sendo desenhada para reunir editoras, autores, agentes literários e leitores em dez dias de atividades.
Entre as novidades anunciadas para esta edição estão debates específicos sobre o uso de inteligência artificial aplicada à escrita e à acessibilidade editorial, tema que já divide opinião entre autores preocupados com direitos autorais e profissionais do setor que veem na tecnologia uma ferramenta de produtividade e inclusão.
Outra aposta da organização é a ampliação de espaços dedicados à literatura indígena e afro-brasileira, com o objetivo declarado de reforçar diversidade e representatividade dentro de um evento historicamente dominado por grandes editoras e autores consagrados do mercado tradicional. A programação também deve incluir oficinas de escrita criativa, atividades voltadas a crianças e adolescentes, contação de histórias, ilustração ao vivo, e uma área batizada de Palavra Digital, dedicada a discussões sobre audiobooks, e-books e plataformas de autopublicação, segmento que cresce de forma acelerada entre autores independentes brasileiros.
A organização do evento também confirmou homenagens a clássicos da literatura brasileira, como Guimarães Rosa e Carolina Maria de Jesus, reforçando o compromisso da Bienal com a valorização da leitura como ferramenta de transformação individual e coletiva, segundo declaração da presidente da Câmara Brasileira do Livro, entidade responsável pela organização do evento. A expectativa é reunir mais de 700 mil visitantes ao longo dos dez dias de programação, consolidando mais uma vez São Paulo como epicentro cultural da América Latina durante o período.







