O Republicanos articula com o Partido Liberal (PL) uma coalizão em quatro estados antes de definir se endossa a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
Marcos Pereira, presidente do Republicanos, declara publicamente que a tendência da legenda é permanecer neutra no pleito.
Entretanto, conforme avaliam fontes das duas siglas, caso os acordos no Acre, Espírito Santo, Mato Grosso e Minas Gerais sejam fechados, amplia-se a probabilidade de o Republicanos apoiar formalmente Flávio.
Nessas unidades federativas, o panorama é o seguinte:
- Acre: diálogo adiantado para que o PL suporte a candidatura do senador Alan Rick (Republicanos) ao governo estadual. O atual prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), retiraria sua postulação.
- Espírito Santo: o PL deve dar suporte ao prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), para governador, em troca do apoio à candidatura de Maguinha Malta, filha do senador Magno Malta (PL), ao Senado.
- Mato Grosso: o Republicanos demanda que o PL apoie a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e que Wellington Fagundes (PL) abra mão da disputa. Essa negociação é considerada a mais complexa pelos partidos.
- Minas Gerais: o PL sinalizou que apoiaria a candidatura do senador Cleitinho (Republicanos) ao governo estadual, caso ele opte por concorrer.
No PL, a aposta é de que, se o Republicanos fechar com Flávio, crescem as chances de União Brasil e PP (Progressistas) também aderirem à sua candidatura.
Levantamentos internos do PL que indicam uma recuperação de Flávio vêm sendo apresentados durante as conversas. No entanto, no PP e no União Brasil, há insatisfação com a forma como o presidente do PP, Ciro Nogueira, foi tratado após operações da Polícia Federal contra ele no âmbito do caso Master.







