A fila de solicitações do INSS deve encerrar junho no nível mais baixo desde setembro de 2024, totalizando 1,8 milhão de pedidos. Desse total, 825 mil estão com processos aguardando há menos de 45 dias. Outros 555 mil pedidos aguardam há mais de 45 dias, e 451 mil dependem de alguma ação do segurado, como entrega de documentos. Os dados foram divulgados durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), em Brasília.
“Nosso objetivo não se limita a encurtar a fila, mas também a diminuir o período de espera dos cidadãos, pois por trás de cada pedido há uma pessoa que necessita da proteção estatal. Continuaremos atuando para que o acesso ao direito ocorra com mais rapidez, transparência e segurança”, afirmou Leonardo Bittencourt, diretor de Benefícios do INSS.
O diretor destacou que o Instituto tem mantido um ritmo intenso de trabalho, concedendo em média 700 mil benefícios mensais. Em março, foi registrado recorde histórico com 890 mil concessões. Atualmente, o tempo médio para conclusão dos requerimentos é de 50 dias.
A evolução dos indicadores resulta de um conjunto de medidas práticas implementadas pela gestão para acelerar as análises. As principais ações incluem:
- Foco nos novos pedidos: Priorização do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) para acelerar a análise inicial dos direitos dos cidadãos.
- Agilidade nos prazos: Redução do prazo de análise interna pelo PGB, que caiu de 45 para 30 dias.
- Mais atendimento em mutirões: Ampliação das vagas para avaliação social e perícia médica nos mutirões nacionais.
- Reforço na equipe: Nomeação de 300 novos analistas do Seguro Social e 500 peritos médicos federais.
- Perícia conectada: Atendimento por telemedicina em regiões com escassez de profissionais.
- Atestmed: Análise documental de atestado médico para pedido de Benefício por Incapacidade.
Queda nas reclamações
A efetividade das medidas já se reflete na satisfação dos cidadãos. Conforme os dados divulgados, as reclamações na Ouvidoria do INSS relacionadas à demora na análise de pedidos caíram 44%, passando de 14.491 para 8.047 queixas.







