A Odebrecht Engenharia & Construção venceu uma grande licitação do metrô de São Paulo, firmando o contrato mais expressivo da empresa desde o período da Lava Jato.
A companhia garantiu de forma definitiva os lotes 2 e 3 da nova Linha 19-Celeste. Ela atua como líder, com 35% de participação, em um consórcio que inclui a Álya (antiga Queiroz Galvão) e a empresa italiana de tunelamento Ghella.
O próximo passo é a formalização dos contratos. Com início previsto para 2027, as obras terão um prazo de execução de 75 meses, ou seja, seis anos e três meses.
A Companhia do Metropolitano de São Paulo divulgou o termo de homologação do certame na tarde desta segunda-feira, tendo indeferido um recurso da Andrade Gutierrez, que ficou em segundo lugar na disputa.
A futura Linha 19-Celeste terá 17,6 quilômetros de extensão, quinze estações e capacidade estimada para atender cerca de 630 mil usuários por dia.
Para o lote 2, que cobre o trecho entre as estações Jardim Julieta e Vila Maria, a proposta da Odebrecht foi de R$ 6,705 bilhões.
Já para o lote 3, entre as estações Catumbi e Anhangabaú, o valor ofertado pela construtora foi de R$ 6,896 bilhões.
Ano de Recuperação
Conforme divulgado anteriormente, em dezembro a Odebrecht já havia conquistado um contrato com a Motiva (ex-CCR) para ampliar a Linha 5-Lilás com mais duas estações.
A Motiva, concessionária da linha, firmou um contrato no valor de R$ 4,5 bilhões. Os trabalhos serão realizados em parceria com a Yellow River, subsidiária do grupo chinês Power China.
O ano de 2025 registrou o maior *backlog* para a Odebrecht desde 2014, ano que marcou o início do escândalo da Lava Jato.
O termo *backlog* é um dos principais indicadores do setor de construção pesada, representando o volume de contratos em andamento, o que projeta o fluxo de caixa futuro da empreiteira.
O *backlog* da empresa, que chegou a R$ 35 bilhões no auge do setor, caiu para R$ 18 bilhões em 2015, quando os primeiros impactos da Lava Jato apareceram. Em uma década, o quadro de funcionários foi reduzido de 75 mil para 17 mil colaboradores.







