Um clima de generosidade tomou conta da sede da Secretaria da Justiça, no Edifício Fábio Ruschi, nesta terça-feira. Em parceria com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Espírito Santo (Hemoes), funcionários públicos doaram sangue, um gesto humanitário com o poder de salvar vidas. A mobilização, que registrou 61 coletas, teve um caráter estratégico para reforçar os estoques dos hemocentros capixabas em um momento delicado, marcado pelo período de férias e pela chegada do Carnaval.
A ação trouxe comodidade aos voluntários, que não precisaram ir até uma unidade fixa do Hemoes. A diretora-geral da instituição, Marcela Murad, comemorou o sucesso da coleta externa na Sejus. Segundo ela, as 61 bolsas de sangue coletadas podem beneficiar até 244 pessoas.
“Esse sangue será distribuído para hospitais públicos do SUS em todo o Espírito Santo e também poderá ajudar pacientes com doenças crônicas que dependem de transfusões frequentes. A preocupação aumenta nessa época de Carnaval, quando o número de doadores cai, mas a demanda nos hospitais permanece alta. Por isso, priorizamos as coletas externas, levando o Hemoes até onde os doadores estão. Essa é uma das estratégias da instituição para manter seus estoques estáveis e garantir o atendimento a todos os pacientes que precisam de sangue na rede hospitalar”, explicou.
Compromisso com a vida
O secretário de Estado da Justiça, Rafael Pacheco, doador regular há mais de trinta anos, considerou a adesão dos servidores um gesto significativo e fundamental.
“Ver o envolvimento da nossa equipe em uma ação tão valiosa é uma grande honra. Sou doador voluntário e já fiz cerca de cem doações ao longo da vida, movido pela certeza de que não há recompensa maior do que ajudar o próximo. Para nós, que atuamos na área de segurança, esse ato de humanidade reforça nosso propósito de proteger e valorizar a vida em todas as suas formas”, destacou o secretário.
Quem quiser colaborar para o abastecimento dos estoques estaduais pode se dirigir às unidades do Hemoes para doações periódicas. É preciso atender a alguns requisitos básicos, como estar com boa saúde e ter entre 16 e 69 anos. As instruções completas para os voluntários, assim como os locais de coleta, estão disponíveis no site oficial do órgão.
Depoimentos de doadores
A servidora Nailda Pereira Martins Santos, supervisora do Grupo Administrativo, doa sangue há quatro anos e destaca que a gratidão é a maior recompensa por esse gesto solidário. “Doar sangue é enxergar o próximo com compaixão. Hoje temos a chance de ajudar a salvar uma vida, mas amanhã podemos ser nós que precisaremos. É um ato de amor e generosidade, essa nossa capacidade de levar vida a outra pessoa. Para mim, a palavra que define doar sangue é gratidão”, afirmou.
A policial penal Josiane Venâncio Merces doou sangue e incentivou colegas de equipe a fazerem o mesmo. “Doar sangue é um procedimento simples, mas de um significado imenso. Como servidora pública e também como doadora, entendo que servir vai muito além da nossa função profissional; trata-se de cuidar de vidas, dentro e fora do ambiente de trabalho. Reservar um momento do dia para doar é praticar o bem de forma discreta e impactante.”
Maria Valdete Roncetti Pimenta Neves, funcionária da Gerência Financeira, doou sangue pela terceira vez. “A sensação de doar sangue é sempre muito boa, pensar que estamos ajudando alguém em necessidade. Já passei por dificuldades com a internação do meu marido, que, por um problema de saúde, recebia transfusões de sangue com frequência. Naquela época, eu sempre mobilizava parentes e amigos para doar”, recordou.







