1 de fevereiro de 2026
domingo, 1 de fevereiro de 2026

Ficai em Jerusalém, até que…

“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.”
Lucas 24:49

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Ficai…
Até que…

1. O chamado para ficar quando desejamos partir

Jerusalém, naquele momento, era um lugar de dor, medo e perseguição, e voltar para a Galileia parecia mais confortável.

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Mas o Senhor deu uma ordem clara: fiquem.
Ficar significa estar disponível para o tratamento de Deus antes de agir.

Hoje, muitas pessoas desejam ir, avançar ou resolver situações rapidamente. Como mães, esposas, profissionais e filhas, o nosso coração muitas vezes quer agir depressa: proteger os filhos, os pais, o nosso nome, resolver conflitos, antecipar respostas.

Ficar em um casamento.
Ficar em uma igreja ou ministério.
Ficar em um trabalho.

Onde está tudo bem, é fácil. Mas todos nós temos uma Jerusalém para ficar, quando, na verdade, o nosso desejo é sair. Voltar a pescar… a fazer o que não é mais para fazermos.

Pedro era pescador de peixes e se tornou pescador de almas, um grande evangelista. Já não combinava mais voltar às redes. Eles tinham mudado de fase.

2. O significado de “até que”

Biblicamente e espiritualmente, “até que” indica um limite estabelecido por Deus, um tempo de preparação e condicionamento.

Tempo de preparação: Deus trabalha dentro de nós antes de nos enviar para uma missão. Nada acontece por acaso — no caminho há cura, alinhamento e amadurecimento.
Antes de ir, há uma condição a ser cumprida: os discípulos não poderiam ir sem antes serem revestidos de poder; o envio dependia do revestimento divino.

Essa é a parte mais difícil do processo, mas também uma proteção contra a precipitação. Agir antes do “até que” leva a decisões impetuosas, reações baseadas na dor e confusão entre zelo e ansiedade.

Quem suporta o “até que” revela-se uma pessoa que vive na dependência e na obediência. É o momento de confiar mais em Deus do que na pressa do coração.

Esperar em Deus não é castigo; é preparação. E, depois do “até que”, vem o IDE com autoridade.

Em resumo, “até que” é o tempo em que Deus nos trata, nos cura, nos reveste e nos autoriza.

Neemias nos ensina esse princípio. Antes de reconstruir os muros, ele passou quatro meses em oração, jejum e espera. Como mães em oração, precisamos lembrar: o coração ferido reage; o coração curado discerne.

Quem governa o coração governa a casa, os filhos e o ambiente.

Espere a dor passar até que você possa tomar uma decisão com maturidade, que não comprometa a sua aliança com Jesus.

3. Ficar para ir com poder

O verdadeiro poder não está na pressa ou na imposição, mas no equilíbrio, na maturidade e na obediência. Precisamos ser honestas diante de Deus: estamos reagindo por medo e ansiedade ou por comprometimento com nossa fé e valores?

Jesus deixou claro: antes do IDE, existe o FICAI. Antes da missão, veio o revestimento. Somente quando somos revestidas de poder recebemos autorização do céu para ir.

Ester também viveu um tempo de preparo.

Cada estação da vida requer discernimento: quando Deus diz fique e quando Ele diz .

Momento de reflexão e oração

Convide as mães a fecharem os olhos.

Qual é a sua Jerusalém?
O que você tem pressa de resolver?
Onde Deus tem pedido para você ficar em oração e confiar?

Faça uma pausa.

“Entregue ao Senhor suas ansiedades como mãe. Não reaja pelo medo. Declare que sua casa pertence ao Senhor.”

Conduza a declaração:

“Senhor, eu escolho ficar no Teu altar antes de agir na minha força. Cura o meu coração, governa as minhas emoções e reveste-me do Teu poder.”

“Pai, dá-nos discernimento para cada estação, sabedoria para esperar e coragem para agir quando o Senhor enviar. Declaramos que caminhamos debaixo de uma aliança eterna contigo. Somos mulheres maduras, que sabem discernir o tempo de ir e de ficar. Em nome de Jesus, amém.”

Só há um lugar do qual não podemos abrir mão: o lugar da Sua presença.

Em 2026, viveremos o Ano da Aliança, e precisamos desse poder do alto para discernir o tempo de ficar e o tempo de ir.

Compaixão: o Amor que se Move em Ação

“E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela e disse-lhe: Não chores.”
(Lucas 7:13)

A compaixão é uma das virtudes mais profundas reveladas nas Escrituras. Mais do que um sentimento passageiro, ela é a disposição do coração que nos leva a compartilhar a dor do outro e agir em favor dele. Ter compaixão é permitir que o sofrimento alheio nos toque de tal forma que gere atitude, cuidado e restauração.

Ao longo da Bíblia, vemos exemplos claros de como a compaixão — ou a falta dela — impacta vidas e histórias.

Exemplos que ensinam:

Na relação entre Ana e Penina, percebemos a ausência de compaixão. Penina, movida por rivalidade e insensibilidade, feria Ana em sua dor mais profunda. A falta de empatia gerou sofrimento e humilhação, revelando como um coração endurecido pode se tornar instrumento de aflição.

Em contraste, vemos em Barnabé um retrato vivo da compaixão cristã. Quando muitos desacreditaram de João Marcos, Barnabé escolheu enxergar além do erro, oferecendo uma nova chance. Sua atitude foi decisiva para a restauração e o crescimento daquele que, mais tarde, se tornaria útil ao ministério.

O maior e mais perfeito exemplo, porém, é Jesus. Os Evangelhos registram repetidamente que Ele foi movido de compaixão ao ver as multidões, os enfermos, os aflitos e os que choravam.

“Quando Jesus saiu do barco e viu tão grande multidão, teve compaixão deles e curou os seus doentes.”
(Mateus 14:14)

A compaixão de Cristo sempre gerava cura, consolo e transformação.

Compaixão e a Nova Aliança

A compaixão de Deus encontra sua expressão mais profunda na promessa da Nova Aliança, descrita pelo profeta Jeremias. Deus não apenas perdoa, mas se aproxima, transforma o coração e estabelece um relacionamento íntimo com o Seu povo.

“Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo.”
(Jeremias 31:33 – NVI)

Essa aliança revela um Deus que age com misericórdia, que não se lembra dos pecados e que escolhe restaurar, não condenar.

Família e Lugar de Serviço

A família de Deus — a Igreja — é chamada a ser um lugar onde a compaixão é vivida diariamente. Servir ao Senhor é, também, servir pessoas. É chorar com os que choram, caminhar com os que estão feridos e amar com atitudes concretas.

O apóstolo Pedro nos exorta:

“Por fim, tenham todos o mesmo modo de pensar. Sejam cheios de compaixão uns pelos outros. Amem-se fraternalmente, sejam misericordiosos e humildes.”
(1 Pedro 3:8)

Que, como igreja e como família de Deus, sejamos conhecidos por um amor que se move, por corações sensíveis e por uma fé que se expressa em compaixão. Afinal, onde há compaixão, há presença de Deus, cura e esperança renovada.

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Luciana Contti
Mães em Oração
Mães em Oração
Um movimento de mães que caminham juntas no exercício da maternidade com propósito. Somos mães intencionais, comprometidas em transmitir as novas gerações a importância de ter a oração sobre o estilo de vida. Jeremias 33:3

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