O cloridrato de duloxetina, geralmente chamado apenas de duloxetina, é um antidepressivo da classe dos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN). Em outras palavras, ele age elevando os níveis desses dois neurotransmissores no sistema nervoso central.
Esse medicamento é comumente usado para tratar depressão e transtornos de ansiedade, além de ser indicado para quadros de fibromialgia e dores musculoesqueléticas ou neuropáticas. “Tanto a serotonina quanto a noradrenalina estão envolvidas no controle do humor, da ansiedade e nos processos centrais de modulação da dor, o que explica sua ação conjunta sobre sintomas emocionais e dolorosos”, esclarece o psiquiatra Diogo Abrantes Andrade, que também leciona Semiologia das Relações Humanas na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
Dosagem da duloxetina
A posologia da duloxetina é definida de forma personalizada, dependendo da resposta clínica e da tolerância de cada pessoa, mas existem diretrizes gerais. Segundo o Dr. Diogo Abrantes Andrade, a dose inicial costuma ser de 30 mg por dia, mantida normalmente por uma ou duas semanas para permitir a adaptação do organismo. A dosagem terapêutica comum é de 60 mg diários. No entanto, em alguns casos, a quantidade pode chegar a 120 mg ao dia.
Benefícios do antidepressivo
Além de aliviar os sintomas de depressão, ansiedade e alguns distúrbios físicos, a duloxetina também pode ajudar em:
- Promoção do equilíbrio emocional;
- Normalização do sono e do apetite;
- Aumento dos níveis de energia e da capacidade de concentração;
- Melhora no desempenho das atividades cotidianas;
- Prevenção de novas crises.
Efeitos colaterais da duloxetina
As reações adversas mais comuns associadas à duloxetina incluem:
- Náusea;
- Sensação de boca seca;
- Dor de cabeça;
- Sono excessivo;
- Prisão de ventre;
- Tontura;
- Perda de apetite;
- Suor noturno.
“De modo geral, esses sintomas costumam ser mais intensos nas primeiras semanas de tratamento e tendem a diminuir conforme o corpo se adapta ao remédio. Por isso, é essencial que a duloxetina seja indicada e acompanhada por um psiquiatra, profissional capaz de avaliar a evolução, identificar sinais de alerta e fazer ajustes no tratamento para reduzir possíveis reações indesejadas”, adverte o Dr. Diogo Abrantes Andrade.
Cuidados com o uso da duloxetina
Para que a duloxetina funcione adequadamente no organismo, maximizando seus benefícios físicos e emocionais e minimizando as reações adversas, seu uso correto é crucial. Segundo o psiquiatra Lenon Mazetto, especialista em transtornos mentais associados a condições clínicas, os principais cuidados envolvem seguir rigorosamente o horário, a dose e a duração do tratamento estabelecidos pelo médico, além de evitar a interrupção brusca da medicação. O descumprimento dessas orientações pode resultar em efeitos colaterais graves.
É igualmente importante que o paciente informe ao médico sobre o consumo de bebidas alcoólicas, o uso de outros medicamentos e a existência de doenças previamente diagnosticadas.
Combinação com outros medicamentos
Apesar de a duloxetina poder ser associada a vários remédios, alguns devem ser evitados. Os medicamentos que podem reduzir ou alterar a ação do antidepressivo são:
- Selegilina;
- Fenelzina;
- Iproniazida;
- Isocarboxazida;
- Enoxacina;
- Ciprofloxacino;
- Ibuprofeno;
- Diclofenaco;
- Naproxeno.
Contraindicações da duloxetina
Conforme consta na bula, a duloxetina não é indicada para pessoas com doenças no fígado, insuficiência renal grave, glaucoma e complicações cardíacas. O Dr. Lenon Mazetto também destaca que o medicamento frequentemente não é recomendado para pacientes com histórico pessoal ou familiar de transtorno bipolar, uma vez que pode desencadear episódios de mania ou hipomania.







