Embora existam adaptações cinematográficas de grande qualidade, o livro de José Saramago permanece inigualável. Nesta obra, o Nobel de Literatura português não nos conta apenas uma história sobre a perda da visão; ele nos obriga a olhar para aquilo que, mesmo vendo, escolhemos ignorar.
O Enredo: A “Treva Branca”
Diferente da escuridão comum, a cegueira de Saramago é um mar de leite — uma brancura luminosa que atinge a população de forma súbita e inexplicável.
A Natureza Humana Nu: Ao isolar os primeiros contaminados, o autor deixa a nu a natureza primordial de cada indivíduo.
Continua após a publicidadeA Fragilidade Social: É um convite incômodo para refletirmos sobre a vida em sociedade e como os nossos princípios morais podem ceder rapidamente ao desespero coletivo.
Por que ler esta obra?
A Escrita Única: Saramago ignora as regras tradicionais de pontuação, criando um fluxo de consciência que coloca o leitor “dentro” da confusão e da urgência dos personagens.
Montanha-russa de Emoções: Há momentos de profunda tristeza e revolta, mas também de uma comoção e alegria puras, encontradas na solidariedade dos pequenos gestos.
Impacto Duradouro: É um livro difícil de pousar e impossível de esquecer. Ele altera a forma como percebemos o “outro”.
💡 Dica de Leitura
Se este livro despertar em você o fascínio pelo estilo saramaguiano — o que é muito provável —, o caminho ideal para continuar a jornada pelo universo do autor é a excelente obra “A Jangada de Pedra”.
“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.”






