O ex-presidente Donald Trump recorreu a uma tática já conhecida após o segundo episódio fatal, em poucas semanas, envolvendo um agente federal e um cidadão norte-americano: atribuir a culpa aos opositores do Partido Democrata.
Num extenso comunicado divulgado em suas plataformas digitais no domingo à noite, dia 25, Trump atacou com veemência as medidas de imigração do governo Biden e condenou o que chamou de “gestão ineficaz dos democratas”.
A mensagem evidenciou o agravamento do conflito entre sua administração e os governos de Minnesota e Minneapolis, com o ex-mandatário insinuando que as diretrizes do partido rival teriam levado às mortes de Renee Good e Alex Pretti.
“Municípios e estados que se declaram santuários, sob comando democrata, estão SE NEGANDO a colaborar com o ICE e, na verdade, estimulam ativistas de esquerda a impedir ilegalmente a prisão dos ‘piores criminosos’!”, afirmou Trump.
E completou: “Os democratas priorizam infratores estrangeiros irregulares em detrimento de contribuintes e cidadãos que respeitam a lei, criando situações de risco para TODOS. Tragicamente, duas pessoas com cidadania americana morreram por causa deste tumulto fomentado pelos democratas”.
Em seguida, Trump fez uma série de exigências, pressionando o governador de Minnesota, Tim Walz, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e outros membros democratas a “cooperarem oficialmente com o Governo Trump para aplicar as Leis de nossa Nação, em vez de se oporem e atiçarem conflitos, desordem e agressividade”.
Exigências apresentadas
Entre as reivindicações estavam: transferir para agências federais os imigrantes irregulares presos em instituições penais estaduais; entregar os imigrantes irregulares detidos pela polícia municipal; obrigar as forças policiais locais a auxiliarem os agentes federais na “apreensão e custódia de estrangeiros irregulares procurados por crimes”; e “formar alianças com o governo federal para proteger os cidadãos americanos, assegurando a expulsão ágil de todos os estrangeiros irregulares com histórico criminoso em nosso território”.
O ex-presidente também exigiu o fim das regulamentações que caracterizam as chamadas cidades-santuário.






