De acordo com a ata da reunião de dezembro, divulgada nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu avalia que não há urgência em alterar sua política de juros, já que a inflação se aproxima da meta estabelecida. No entanto, diante de diversos riscos, a instituição precisa permanecer preparada para intervir novamente, se necessário.
Durante o encontro, a taxa de juros foi mantida em 2%, e as previsões de crescimento econômico foram revisadas para cima. O mercado interpretou essas decisões como um sinal de que o limiar para qualquer flexibilização monetária adicional está particularmente alto.
Em comentários após o evento, o economista-chefe do BCE, Philip Lane, afirmou que, se a economia evoluir conforme o projetado, é pouco provável que mudanças nas taxas de juros sejam consideradas no curto prazo. Essa posição reforça a expectativa do mercado de que o banco manterá os juros estáveis por um período, após uma série de oito reduções consecutivas até junho do ano passado.
A ata destacou que o Conselho do BCE pode adotar uma postura paciente, mas que essa paciência não deve ser interpretada como hesitação ou uma tendência assimétrica para a inação. O comunicado enfatizou que, embora a posição atual da política monetária seja considerada favorável, ela não deve ser vista como imutável.
A próxima reunião do banco central está agendada para 5 de fevereiro. Atualmente, os participantes do mercado financeiro não esperam qualquer alteração nas taxas de juros ao longo deste ano.
O BCE também observou que, considerando sua orientação de médio prazo, a precificação atual das taxas de juros pelo mercado é consistente com as últimas decisões e alinhada com a função de reação do seu Conselho.
A inflação, que é o principal objetivo do BCE, flutuou em torno da meta de 2% durante a maior parte do ano anterior. As projeções indicam que ela permanecerá próxima desse patamar nos próximos anos.
Há a possibilidade de que, neste ano, o índice fique ligeiramente abaixo da meta, influenciado pelos preços mais baixos da energia. No entanto, a inflação doméstica segue em níveis relativamente altos, sustentada por um crescimento salarial robusto. Esse cenário apoia a perspectiva de que os preços retornarão ao objetivo assim que o efeito de redução dos custos energéticos se dissipar com o tempo.






