6 de fevereiro de 2026
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Economistas dizem que a desaceleração do varejo será moderada.

O recuo nas vendas do varejo em julho, o quarto mês consecutivo de retração, com queda de 0,3% divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (11), reforça o quadro de desaceleração da atividade que já vinha sendo antecipado por analistas, com destaque para o recuo em setores mais sensíveis à renda, como supermercados.

Continua após a publicidade

O varejo ampliado, que incorpora segmentos conectados ao crédito, avançou 1,3% em relação a junho, mas apresentou contração de 2,5% em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Rodolfo Margato, economista da XP, avaliou que os ramos mais dependentes das condições de crédito têm registrado arrefecimento diante do cenário de juros elevados e do crescimento do endividamento das famílias.

Continua após a publicidade

Ponderou que os segmentos fortemente atrelados ao crescimento da renda mantiveram-se relativamente firmes, beneficiados por um mercado de trabalho ainda sólido e por transferências fiscais elevadas.

Margato estimou que, no conjunto, deve haver um ligeiro crescimento nas vendas do varejo ao longo do segundo semestre, com a demanda doméstica perdendo força, sem, no entanto, uma reversão brusca do quadro.

Variações por segmentos

Ao analisar os números de julho, Claudia Moreno, economista do C6 Bank, ressaltou a queda de 2,9% nas vendas de tecidos, vestuário e calçados e a retração de 0,3% em hipermercados. Por outro lado, o comércio de material de construção registrou alta de 0,4% e o setor de veículos, motocicletas, partes e peças cresceu 1,8%.

A economista afirmou que os dados recentes corroboram a percepção de perda de fôlego do varejo ao longo do ano. Segundo ela, os resultados mais fracos vêm sobretudo de segmentos sensíveis ao crédito, diretamente afetados pela Selic em patamar elevado, como veículos, materiais de construção, móveis e eletrodomésticos.

Na projeção do C6 Bank para esse cenário, as vendas do varejo ampliado devem encerrar 2025 com crescimento próximo de zero, lembrando que, no ano anterior, o setor cresceu 3,7%.

Impacto da renda e do crédito

Para André Valério, economista sênior do Inter, o resultado confirma a tendência de desaceleração do setor, que acumula quatro meses de queda, influenciada sobretudo pelo pior desempenho de supermercados, o grupo de maior peso no índice, em seu quarto mês de recuo.

Valério apontou expectativa de continuidade dessa deterioração nos próximos meses, à medida que o aperto monetário leve à piora das condições de crédito e o mercado de trabalho comece a perder força marginalmente.

Igor Cadilhac, economista do PicPay, avaliou que o ritmo de expansão do comércio deve diminuir, refletindo a retirada de estímulos fiscais e de crédito, além dos efeitos remanescentes da inflação e dos juros elevados.

Apesar desse ambiente mais desafiador, o PicPay projeta que a perda de dinamismo será relativamente moderada, já que o mercado de trabalho aquecido e a massa salarial ainda robusta devem sustentar o consumo das famílias. A previsão de crescimento para o setor em 2025 permanece em 2%.

Continua após a publicidade

Vitória, ES
Temp. Agora
25ºC
Máxima
29ºC
Mínima
24ºC
HOJE
06/02 - Sex
Amanhecer
05:27 am
Anoitecer
06:22 pm
Chuva
0mm
Velocidade do Vento
3.6 km/h

Média
26.5ºC
Máxima
30ºC
Mínima
23ºC
AMANHÃ
07/02 - Sáb
Amanhecer
05:28 am
Anoitecer
06:22 pm
Chuva
0mm
Velocidade do Vento
8.61 km/h

Abertura do Carnaval Capixaba 2026 terá um Espetáculo

Tony Silvaneto

Leia também