27 de janeiro de 2026
terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Explosão nas exportações de ovos brasileiros sofre impacto com nova tarifa

O ovo, recentemente emergido como destaque no cenário do comércio internacional, tornou-se central em discussões sobre barreiras sanitárias e econômicas. Com os Estados Unidos enfrentando uma crise sem precedentes devido a um surto de gripe aviária, a procura por ovos do Brasil aumentou, criando oportunidades para o setor avícola brasileiro. Todavia, essa expansão está sendo ameaçada por novas tarifas impostas pelos EUA, que podem encarecer e reduzir essas exportações.

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O aumento das exportações brasileiras foi decorrente da necessidade dos EUA, após enfrentarem um intenso surto de gripe aviária que levou ao abate de mais de 180 milhões de aves em 2024. Em decorrência disso, os Estados Unidos passaram a depender de outros países para suprir a demanda interna por ovos. Nesse cenário, o Brasil destacou-se como fornecedor, enviando, nos primeiros seis meses de 2025, mais de 15 mil toneladas de ovos aos EUA, resultando em uma receita de US$ 33 milhões, conforme informações da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O significativo aumento nas exportações é evidente, registrando crescimento superior a 1.000% em comparação ao ano anterior, destacando a capacidade de resposta da indústria brasileira à demanda externa e o potencial estratégico do setor em crises sanitárias globais. Para ilustrar o impacto, o segundo maior comprador, o México, importou somente 1,5 tonelada no mesmo período, com um faturamento de US$ 6,9 milhões.

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No entanto, o desenvolvimento positivo foi abalado pela decisão dos EUA de elevar as tarifas sobre vários produtos brasileiros, incluindo os ovos. Essa inclusão nas novas taxações causou preocupação entre produtores e organizações do setor.

A ABPA expressou, em nota, seu receio em relação às repercussões dessa medida, defendendo que o diálogo diplomático deveria prevalecer para evitar o enfraquecimento das relações comerciais entre os dois países. Segundo a ABPA, é necessário pragmatismo e cooperação para manter as negociações, com produtores confiando na ação do governo brasileiro para defender a continuidade do comércio.

Apesar do recente destaque, é importante lembrar que as exportações representam menos de 1% da produção total de ovos no Brasil, o que limita os impactos econômicos imediatos sobre a cadeia produtiva interna. No entanto, o Brasil corre o risco de perder a chance de se firmar como fornecedor confiável em mercados estratégicos caso as barreiras tarifárias permaneçam inalteradas.

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