28 de janeiro de 2026
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Diagnóstico em saúde mental: prisão ou libertação

A origem da palavra diagnóstico remonta ao grego, significando capaz de distinguir, ou seja, a habilidade de diferenciar condições. Fazer um diagnóstico é, essencialmente, reconhecer que uma condição apresenta características específicas.

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A distinção é possível quando os aspectos do problema, ou seja, os sintomas, tornam-se perceptíveis. Geralmente, esses padrões são aspectos que coexistem e podem, por vezes, ser difíceis de identificar, mas são fundamentais para o processo de diagnóstico.

Os diagnósticos em saúde mental envolvem reconhecer um conjunto de sinais que não apenas dizem respeito ao corpo, mas que também se desenvolvem ao longo do tempo, compondo o que se conhece como história natural de uma condição.

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O Processo de Diagnóstico

O ato de diagnosticar implica em escutar histórias e entender de onde elas vêm e para onde estão indo. Assim como o leito de um rio, os contornos e nuances de uma condição se revelam com o tempo. Esses limites são evidenciados e, muitas vezes, nomeados como síndromes.

As limitações do nosso corpo são evidentes, assim como são os limites das doenças. Diagnosticar significa reconhecer essas limitações e distingui-las de outras possíveis condições.

O Diagnóstico e suas Implicações

No entanto, a simples atribuição de um nome a uma condição não soluciona o problema por completo. Surge, então, o questionamento: um diagnóstico aprisiona ou liberta?

Muitas vezes, diagnósticos podem mudar com o tempo, assim como o fluxo de um rio. Um diagnóstico errôneo ou ausente nos mantém numa espécie de deriva, enquanto um diagnóstico preciso pode mostrar a condição de forma clara, fornecendo um entendimento integral.

Encarar as consequências de um diagnóstico excessivamente grave ou lamentável pode conduzir a um estado de vitimização, que, de certa forma, é uma forma de prisão.

Resiliência e Recomeço

Uma condição diagnosticada não apenas traça limites, mas pode também sinalizar um recomeço em novas áreas da vida. Exemplos notáveis são os atletas paralímpicos, que redefinem suas histórias a partir de suas dificuldades, demonstrando resiliência e superação.

A paisagem ao redor do “rio” que é cada condição inclui fatores sociais, ambientais e genéticos, que influenciam o seu curso. Assim, reconhecendo os fatores envolvidos, podemos melhor compreender o cenário macro.

Assim, reconhecer a própria condição é um caminho para apropriar-se tanto de si mesmo quanto do ambiente circundante, permitindo uma nova liberdade ao aceitar as vulnerabilidades e riscos do nosso entorno.

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