Horas depois de comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos sobre o assassinato de Guilherme Rocha, de 37 anos, em um condomínio no bairro Jardim Camburi, em Vitória, o Policial Militar Lucas Torrezani de Oliveira criou um grupo no WhatsApp para alinhar e combinar formas de confirmar a legítima defesa apresentada pelo PM.
No grupo criado pelo próprio Lucas, intitulado “AA”, estavam ele (Lucas), Jordan Ribeiro de Oliveira e a terceira testemunha do crime. Os três estavam juntos, bebendo na área do condomínio, quando Guilherme chegou. A terceira testemunha não aparece no vídeo e não se envolve no crime. Ela não foi incriminada.
“Após a versão mentirosa que ele [Lucas] apresentou na delegacia, ele sentiu a necessidade de continuar mantendo a mentira e cria um grupo, denominado AA. Ele, então, tentar combinar versões falsas do acontecido com Jordan e com o outro indivíduo que estava presente no momento do crime”, esclarece o chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória, delegado Marcelo Cavalcanti.
“Queria dormir, agora dormiu”
A juíza Lívia Regina Savergnini destacou, em sua decisão que tornou réu o soldado da Polícia Militar Lucas Torrezani por ter matado Guilherme Rocha, que o acusado trocou mensagens em um grupo de WhatsApp debochando da morte do músico. Em um dos trechos, a juíza citou a mensagem: “Queria dormir, agora dormiu”.
O delegado Marcelo Cavalcanti da Polícia Civil deu mais detalhes sobre o teor da mensagem e explicou que ela teria sido enviada em outro grupo de amigos, intitulado “Cadê Matheus”. “Esse grupo era utilizado para que eles marcassem encontros no prédio. Esses encontros eram regrados a bebida e a drogas “, afirma.
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PM criou grupo no WhatsApp para combinar versões de legítima defesa e mentir sobre assassinato de músico







