As obras de ampliação da Terceira Ponte e da construção da Ciclovia da Vida começaram em julho de 2021, mas, até o momento, junho de 2023, nada de conclusão. A promessa é que a obra resultará no aumento de quatro para seis faixas destinadas aos veículos, além da nova ciclovia. Mas enquanto a obra não fica pronta, os motociclistas estão tendo dor de cabeça diariamente para transitar pelo local, principalmente com a diminuição na largura das faixas, impossibilitando a realização do “corredor de motos”.
No dia 19 de maio, a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) disse que começaria um estreitamento das faixas no sentido Vila Velha – Vitória, o que exigiria mais atenção na direção por parte dos usuários da ponte, apesar do trânsito continuar comportando dois veículos por sentido.
No entanto, por conta das obras, já é possível notar o estreitamento da via e com isso os motociclistas estão passando por apertos ao transitar entre os dois municípios. Quem tem sentido isso na pele é o motociclista Ruan de Oliveira, de 27 anos, que trabalha como entregador de aplicativo há quatro anos.
“Eu, sinceramente, levo muito em consideração o horário para aceitar uma rota que precise passar pela Terceira Ponte. Antes o problema era o horário de pico, até compreensivo, mas nos últimos meses piorou. Esse estreitamento da pista vem complicando muito a nossa passagem, principalmente entre os carros, no popular corredor de motos”, conta ele.
Outro que não tem gostado nada dessa redução das faixas é Jorge de Paula. O motociclista trabalha com pequenos fretes e transita com frequência de um lado para o outro da Terceira Ponte.
“Sabemos que a obra vem para ajudar a mobilidade, mas os transtornos que ela vem causando devem ser reparados. Hoje a moto é um meio de transporte rápido, mas ficamos parados na ponte e não conseguimos a mesma agilidade”.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a passagem de moto no corredor entre os carros é admitido quando o fluxo estiver parado ou lento. Mas nem nesses casos está sendo possível passar pela via, reclama Jorge de Paula.
“A presença dos blocos de concreto na pista já tem diminuído o espaço para as motos nessa fase da obra. Com a redução na largura das faixas após a conclusão dos trabalhos vai praticamente eliminar o corredor para moto e isso vai atrasar ainda mais nossa locomoção”, ressaltou.
Largura das faixas
Atualmente a Terceira Ponte tem duas faixas em cada sentido, cada uma delas com 3,5 metros de largura. Com as obras, a ponte passará a ter três faixas em cada lado. A faixa à direita da via terá 3,10 metros e as outras duas 2,80 metros de largura cada.
Semobi diz não para corredor de moto
A Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) informou que as obras do alargamento da Terceira Ponte resultarão em uma nova faixa à direita por sentido, destinada à ônibus, veículos de serviço, como ambulâncias e viaturas, e motos.
A Semobi faz um alerta e afirma que os motociclistas não poderão trafegar entre dois veículos quando a Terceira Ponte estiver pronta, devendo respeitar as faixas e sinalização, como os demais veículos.
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