A Missão Yanomami completou três meses de atuação e até agora, mais de 5,3 mil atendimentos já foram realizados, entre a Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), os polos-base no território, o Hospital de Campanha das Forças Armadas e o hospital Geral de Boa Vista.
Somente na Casai, dos 1.049 atendimentos realizados, houve um total de 764 altas e, dessas, 50,4% são crianças indígenas de até 14 anos. Neste mesmo período também foram entregues mais de 18 mil cestas básicas, totalizando 3.022 quilos de alimentos.
A operação Yanomami, conta, até o momento, com cerca de 630 profissionais no atendimento aos indígenas, sendo 263 profissionais da enfermagem, 88 médicos, 61 agentes de combate a endemias, 13 nutricionistas, sete psicólogos, seis farmacêuticos, cinco dentistas, dois assistentes sociais, dois antropólogos, além dos mais de 180 profissionais que trabalham nas equipes de gestão, apoio administrativo e construção.
O secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, fez um balanço positivo das ações. “Conseguimos reduzir, significamente, o número de óbitos. Alguns agravos de malária, de desnutrição e de doenças respiratórias também foram controlados”, destacou.
Nutrição infantil
Graças ao acompanhamento das equipes de saúde que atuam na Casai, 63 crianças Yanomami que se encontravam em grave condição nutricional, saíram do quadro. Seis crianças continuam com desnutrição grave e outras 26 estão em tratamento.
Para responder rapidamente a esses casos, o grupo de trabalho de nutrição do COE-Y desenvolveu uma fórmula nutricional com açaí e bacaba, alimentos da cultura tradicional da etnia, adicionado ao leite terapêutico utilizado no tratamento das crianças. A adaptação aumentou a aceitação por parte dos pequenos indígenas e resultou no avanço do tratamento. O foco da bebida são os menores de 10 anos.
Outro destaque foi a atualização do protocolo para gestantes no ‘Material de Orientação para Organização dos Cuidados em Alimentação e Nutrição: Atenção à Desnutrição da População Yanomami’.
De acordo com a coordenadora do COE-Y, Ana Lúcia Pontes, o maior desafio, durante este período, foi o processo de desmonte do antigo aparato de saúde e revisão de protocolos e rotinas de apoio nutricional. “Na raiz desse problema da grave desassistência sanitária e humanitária está o desmonte de políticas públicas”, completou Ana Lúcia.
Receba as principais notícias do dia no seu WhatsApp! Basta clicar aqui.







