As ruas podem ganhar um novo protagonista a partir de 2026. Uma empresa conhecida por seus produtos portáteis agora mira os estacionamentos e avenidas, propondo uma nova visão de mobilidade. A estratégia prioriza alta autonomia, carregamento ultrarrápido e sistemas inteligentes integrados. Essa guinada é liderada pela Xiaomi, que iniciou a pré-venda do sedã elétrico SU7, modelo 2026, no mercado chinês, com entregas previstas para abril. Os preços partem de 229.900 até 309.900 yuans, o equivalente a aproximadamente R$ 177 mil e R$ 238 mil, com possibilidade de redução no lançamento.
Da palma da mão para o asfalto
A evolução mais impressionante está na autonomia. O SU7 Pro atinge 902 km no padrão CLTC; a versão básica alcança 720 km, e a Max chega a 835 km. Em condições reais de direção, a expectativa fica entre 600 e 750 km. Graças a novos ajustes e baterias da CATL, o carregamento super-rápido pode recuperar até 670 km de autonomia em apenas 15 minutos.
Todos os modelos da linha 2026 saem de fábrica com LiDAR e o sistema Xiaomi HAD, que oferece 700 TOPS de capacidade computacional integrada. Essa padronização reforça a segurança e prepara o veículo para futuras atualizações via software.
O novo propulsor V6s Plus equipa toda a família: as versões Standard e Pro desenvolvem 320 cv, enquanto o Max produz 690 cv e acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 2,78 segundos. A linha também recebe pneus mais largos, freios com quatro pistões e suspensão pneumática com gerenciamento eletrônico.
Na estrutura, o pacote de segurança foi aprimorado: são nove airbags, aço com resistência de até 2.200 MPa nas portas e um sistema elétrico de backup que mantém o funcionamento das travas mesmo em caso de falha total de energia.
Para o mercado brasileiro, onde ainda não há operação formal, o SU7 2026 serve como um indicador: grande autonomia, sistemas avançados de assistência ao condutor e recarga rápida devem se popularizar e desafiar os concorrentes nos próximos anos.







