O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou seu desejo de começar as negociações para um acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Japão no segundo semestre deste ano, alinhando-se ao período em que o Brasil assumirá a presidência do bloco sul-americano. Esta declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em Tóquio, ao lado do primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba.
Intenções de aumentar o comércio bilateral
Durante a coletiva, Lula enfatizou a importância de intensificar o fluxo comercial entre Brasil e Japão. Ele afirmou: “Espero lançar negociações de um acordo com o Japão durante a presidência brasileira do Mercosul no próximo semestre”. Embora já tenha havido discussões preliminares sobre a possibilidade de um acordo, ainda não existiram conversas formais para dar início ao processo.
O embaixador Eduardo Saboia, do Ministério das Relações Exteriores, comentou que há uma expectativa de que as conversas evoluam para negociações concretas. Ele mencionou que o Mercosul já completou acordos com a União Europeia e Singapura, ressaltando a necessidade de progressão nos diálogos com o Japão.
Acordos de cooperação entre Brasil e Japão
Além das negociações de comércio, Lula defendeu a ampliação da troca comercial entre os dois países. Ele destacou que o comércio bilateral de aproximadamente 11 bilhões de dólares não reflete o potencial das economias de Brasil e Japão. O objetivo é exceder os 17 bilhões de dólares registrados em 2011.
Um exemplo de colaboração citada por Lula foi a venda de aeronaves da Embraer para empresas japonesas e o aumento no uso de biocombustíveis no Japão, um setor no qual o Brasil é um dos principais produtores globais.
Na mesma ocasião, Lula e Ishiba assinaram 10 acordos de cooperação, abordando diversas áreas, como desenvolvimento industrial, meio ambiente, combustíveis sustentáveis para aviação, educação e recuperação de terras degradadas no Brasil, além de ações de prevenção a desastres causados por enchentes.
Com essas iniciativas, o Brasil busca fortalecer suas relações comerciais e diplomáticas com o Japão, contribuindo para o crescimento econômico de ambos os países.