Um banho de rotina virou um momento de pavor e ferimento na terça-feira, 13, em Linhares, no Norte do Espírito Santo. Uma mulher que nadava na Lagoa Juparanã, no bairro Canivete, foi mordida no pé por uma piranha. O caso aumenta a preocupação de moradores e do poder público diante do crescente número de registros de ataques similares nas lagoas da região.
O incidente acontece pouco depois de um ataque parecido, em que a estudante Raiane Leite Loiola também foi mordida ao se banhar na Lagoa Nova, em Linhares. Segundo a prefeitura, já são mais de dez relatos de mordidas de piranha registrados na cidade este ano, o que sugere uma tendência que vai além de eventos isolados.
A Prefeitura de Linhares informou que a Lagoa Juparanã, local do ataque de terça-feira, fica em uma propriedade particular. Técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente devem visitar o local para orientar o proprietário sobre medidas de segurança, que podem incluir a instalação de redes de proteção e a fixação de placas de alerta para banhistas.
Piracema aumenta a agressividade
De acordo com o município, estamos no período da piracema, fase de reprodução dos peixes. Nessa época, as piranhas tendem a ficar mais defensivas e agressivas, principalmente em águas rasas e próximas à margem, onde costumam proteger seus filhotes e locais de desova.
Especialistas alertam que, durante esse ciclo, o risco de mordidas cresce, especialmente para quem entra na água sem conhecer as particularidades do ambiente.
Recomendações para banhistas
A orientação das autoridades é evitar nadar em lagoas onde há registro de piranhas, respeitar sinalizações de perigo e buscar informações antes de usar áreas naturais para lazer. Em caso de mordida, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.
Informações essenciais
- Local do incidente: Lagoa Juparanã, bairro Canivete, em Linhares (ES)
- O que aconteceu: Uma banhista teve o pé mordido por uma piranha
- Contexto: Mais de dez ataques foram registrados na região em 2026
- Outro caso recente: Ataque na Lagoa Nova, também em Linhares
- Motivo do alerta: Período da piracema, quando os peixes ficam mais agressivos
- Medidas em estudo: Orientação ao proprietário e possível instalação de redes de proteção







