Estudo da OPAS revela que transtornos por uso de drogas já estão no “Top 10” de riscos à vida; opioides e novas substâncias desafiam gerações
Você já parou para pensar que, enquanto a gente discute a última trend das redes sociais, existe uma crise silenciosa batendo recordes de bilheteria — e não é no cinema? Um novo estudo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) acaba de dar um “check” de realidade: os transtornos por uso de drogas entraram para o grupo dos 10 maiores fatores de risco de morte nas Américas. Sim, o assunto é sério e o roteiro é preocupante.
Aquele pensamento antigo de que “isso só acontece nos filmes” ou “comigo não rola” está caindo por terra. Em 2021, quase 18 milhões de pessoas na nossa região viviam com algum transtorno desse tipo. E o dado que mais assusta: a taxa de mortalidade por aqui é quatro vezes maior que a média global. É como se estivéssemos vivendo em um cenário de distopia, mas sem os efeitos especiais para nos proteger.
Na América do Norte, o “vilão” principal atende pelo nome de fentanil — um opioide sintético potente. Já aqui na América do Sul, a trama envolve mais a cannabis e a cocaína. Porém, não se engane: o uso de medicamentos sem controle, como o famoso “Zolpidem” ou “Rivotril” para dormir ou baixar a ansiedade, também acende o alerta vermelho, como mostram os atendimentos em centros especializados como o Instituto Perdizes (USP).
Os dados mostram que homens jovens são os mais afetados, mas o aumento de casos entre mulheres tem deixado os especialistas de cabelo em pé. A pandemia de COVID-19 só piorou as coisas: o isolamento e o estresse serviram como um combustível extra para esse aumento.
O impacto não é apenas a morte direta por overdose. Estamos falando de anos de vida perdidos por incapacidade. É gente jovem deixando de estudar, trabalhar e viver seus sonhos por causa de complicações como cirrose, câncer e problemas graves de saúde mental.
A OPAS está pedindo “unmute” nos governos para que:
Invistam em prevenção real para jovens (sem sermão, com fatos).
Integrem o tratamento de saúde mental nos postos de saúde (o SUS precisa estar pronto).
Criem estratégias de redução de danos, focando em salvar vidas primeiro.
O estudo da OPAS não é apenas uma planilha de números tristes; é um chamado para mudarmos a forma como encaramos a saúde mental e o uso de substâncias. No fim das contas, a vida não tem botão de “replay”. Colocar o cuidado com a mente no centro da nossa rotina é o verdadeiro “plot twist” que precisamos para reverter esses números. Que tal começar a conversa hoje com quem você gosta?







