O Brasil firmou um acordo com o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o banco dos BRICS, para construir a primeira unidade hospitalar inteligente do Sistema Único de Saúde. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde.
Trata-se do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente, que integrará inteligência artificial, ferramentas digitais, atendimento remoto e redes 5G ao serviço público de saúde.
Com um financiamento de 320 milhões de dólares, cerca de 1,72 bilhão de reais, o projeto passa a integrar a Rede Nacional “Agora Tem Especialistas” de Hospitais e Serviços Inteligentes.
Declarações de autoridades
Na cerimônia de assinatura, a presidente do NBD, Dilma Rousseff, definiu a iniciativa como um momento histórico para o país, destacando sua relevância global e o precedente que estabelece para as demais nações do bloco.
“Estamos convictos de que este hospital inteligente trará benefícios não só para o Brasil, mas para todos os países dos BRICS e da América Latina, e também para qualquer nação do mundo que demonstrar interesse”, afirmou.
Rousseff ressaltou a importância da colaboração com outros países para a concepção do projeto, especialmente China e Índia. Em sua avaliação, o know-how dessas nações na área da saúde foi crucial para definir o modelo a ser implantado. Assim, o hospital inteligente simboliza uma “aliança entre o Brasil e os BRICS, entre Brasil, China e Índia”.
Presente ao evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou os avanços do SUS nos últimos anos e disse que o novo projeto amplia a capacidade de oferecer atendimento médico de alta qualidade à população.
“Nos últimos anos, o SUS recuperou seu prestígio no Brasil e no exterior. Em breve, teremos 14 hospitais distribuídos pelo país, equipados com ambulâncias, UTIs e profissionais qualificados para acolher os pacientes de forma integrada e salvar vidas. A reorganização e a modernização tecnológica vão ampliar o acesso de todos aos recursos mais avançados em saúde.”
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente do Brasil
Estrutura e previsão
A previsão é que a nova unidade entre em operação em 2029, contando com aproximadamente 800 leitos para urgências e emergências, cuidados especializados em terapia intensiva e neurologia, além de 25 salas cirúrgicas com capacidade para realizar 27 mil procedimentos por ano.







