13 de janeiro de 2026
terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Exposição sobre Jung explora saúde mental

O Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP) apresenta uma mostra em homenagem aos 150 anos de Carl Gustav Jung, fundador da psicologia analítica. A exposição, que fica em cartaz até o dia 1º de março, reúne obras de artistas brasileiros, depoimentos de intelectuais e recursos tecnológicos para celebrar a produção do pensador. O acervo inclui desde uma voz de Jung recriada por inteligência artificial até fotografias do psiquiatra suíço ao lado da médica brasileira Nise da Silveira.

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Para celebrar o sesquicentenário de nascimento de Carl Gustav Jung, o MIS-SP presta uma homenagem ao renomado psiquiatra com a exposição A Alma Humana, Você e o Universo de Jung. Trata-se de uma experiência sensorial, educativa e instigante, que busca chamar a atenção do público para a profundidade do nosso imaginário e da nossa vida onírica.

Nos 550 metros quadrados do espaço, os visitantes se envolvem e interagem com mais de dez conceitos fundamentais do pensamento junguiano, que se distinguiram da perspectiva de Freud e fundaram, no início do século passado, a psicologia analítica.

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“É uma imersão nas fases do autoconhecimento por meio do contato com noções como o inconsciente coletivo, os arquétipos, os mitos, as expressões simbólicas e as associações de palavras, que usamos para nos conectarmos ao nosso universo interior e onírico”, explica Waldemar Magaldi, psicólogo, docente do Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa (IJEP) e curador da mostra.

Para a idealizadora do projeto, a diretora criativa Luciana Branco, o essencial é que o público se mantenha receptivo às emoções e reflexões que a exposição pode suscitar. “A visão junguiana é uma visão generosa para com o ser humano, e nos ajuda a entender que o homem é múltiplo, que não há uma única maneira correta de viver”, pondera.

Em cartaz até 1º de março, a mostra tem curadoria do IJEP e foi concebida por Luciana Branco, em parceria com o roteirista Flavio Vieira e a cenógrafa Camila Whitaker. A produção executiva é de Naiclê Leônidas.

A seguir, veja três motivos para conhecer a exposição A Alma Humana, Você e o Universo de Jung durante o período de férias.

1. Caminhos instigantes

Logo na entrada da exposição, os visitantes são desafiados por uma pergunta registrada nos degraus do museu: “do que você tanto tenta escapar quando se distrai?”.

Em uma sociedade que busca constantemente o entorpecimento, seja pela procura de validação e curtidas nas plataformas digitais, seja pelo consumo excessivo de remédios para suavizar qualquer dor inerente à condição humana, frequentemente negligenciamos os alertas, os indícios e até as respostas que o corpo e a psique nos oferecem.

Diante desse dilema contemporâneo, você está entre os que procuram se livrar dos desconfortos de forma imediata ou entre os que tentam compreender o que verdadeiramente se passa? Essas são duas rotas que o público pode escolher percorrer, e que, de uma forma ou de outra, conduzem ao trajeto do autoconhecimento.

2. Escute seu inconsciente

A exposição prossegue apresentando conceitos da obra de Jung através de gravações sonoras, filmes, fotografias, tecidos, escritos e diversos recursos interativos. Esses elementos permitem que o público reflita sobre o inconsciente, as sombras, o ego, os mitos e muitos outros temas que orbitam nosso imaginário.

No total, são 15 ambientes que apresentam trabalhos de artistas brasileiros, como Renan Vieira, Tania Sassioto, Moara Tupinambá e Vanessa Hassegawa, além de itens históricos e locais de compartilhamento, com vídeos de depoimentos de grandes pensadores como Sueli Carneiro e Ailton Krenak.

Com o auxílio da tecnologia, os organizadores também incluíram trechos da Obra Completa de Jung, lidos em português pela voz do psiquiatra, reconstituída por meio de inteligência artificial.

3. Vínculo com o Brasil

Nise da Silveira lutou durante toda a sua vida contra os manicômios

Jung nunca esteve no Brasil, mas exerceu grande influência sobre nomes ilustres da psicologia e da psiquiatria no país. E essa ligação foi contemplada na mostra.

A médica alagoana Nise da Silveira, que revolucionou e humanizou o tratamento psiquiátrico nacional, era uma grande admiradora da produção junguiana. Os conceitos do suíço a inspiraram a introduzir arte e afeto nas terapias destinadas a pessoas com esquizofrenia e outros transtornos.

Na década de 1950, Silveira iniciou uma troca de correspondências com Jung, demonstrando a ele como as obras produzidas por seus pacientes refletiam arquétipos e complexos do inconsciente coletivo descritos em seus livros. Em 1957, ele a convidou para expor esses trabalhos em Zurique. Imagens desse momento e do encontro entre os dois gênios integram a exposição no MIS.

A Alma Humana, Você e o Universo de Jung

Data: até 1º de março

Local: Museu da Imagem e do Som (MIS) — Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo

Horário: de terça a sexta, das 10h às 19h; aos sábados, das 10h às 20h; e aos domingos e feriados, das 10h às 18h.

Ingresso: podem ser adquiridos no site Megapass ou na bilheteria do local. Os valores variam de R$ 15 (meia-entrada) a R$ 30 (inteira). A entrada é gratuita às terças-feiras (com retirada exclusiva na bilheteria).

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