O Brasil está entre os países com as maiores taxas de transtornos de ansiedade do mundo, afetando cerca de 10% da população, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Uma pesquisa do Panorama da Saúde Mental aponta que 73% dos entrevistados relatam desconforto frequente devido a preocupações, e 68% dizem sentir nervosismo, ansiedade ou tensão em excesso.
Diante desse cenário de crescimento nos casos de ansiedade, a Editora Garden lançou, em 2025, o Diário do Ser. Trata-se de um diário terapêutico, criado para ajudar as pessoas a desacelerarem, identificarem e aceitarem seus sentimentos. A proposta é promover mudanças na vida emocional por meio da atenção plena, do autocuidado e da escrita terapêutica.
Desenvolvido por especialistas em saúde mental, o Diário do Ser se baseia na técnica da escrita terapêutica e foca em questões do campo emocional, especialmente ansiedade, sentimentos, percepções e reações.
“Algumas atividades também incorporam conceitos da Terapia Cognitivo-Comportamental, oferecendo ao usuário um método organizado para refletir, estruturar pensamentos e ampliar a percepção sobre as próprias emoções. A publicação inclui seções como rotina terapêutica, autoconhecimento, emoções e a imagem distorcida de si mesmo”, detalha Edisiane Sousa, diretora da Editora Garden.
Para ela, a obra fortalece o hábito da escrita ao guiar o leitor por reflexões significativas e focadas. “A escrita tem, por si só, um caráter terapêutico, e o Diário serve como uma ferramenta de apoio no cuidado com o bem-estar mental”, complementa.
Saúde mental em debate e maior alcance
Edisiane ressalta que, com a expansão da internet e das redes sociais, as conversas sobre saúde mental se tornaram mais frequentes e menos estigmatizadas. Essa crescente conscientização, em sua visão, faz com que as pessoas busquem recursos terapêuticos complementares, como exercícios guiados, escrita reflexiva e práticas de autocuidado.
“Percebemos uma demanda crescente de psicólogos que adquiriram o Diário do Ser para seus pacientes ou como material de apoio nas sessões. Muitos leitores também comentam que usam o diário como base para reflexões discutidas depois na terapia, o que aprofunda e organiza melhor o processo clínico”, ela relata.
Com 426 páginas, o Diário do Ser está dividido em cinco partes, cada uma dedicada a um aspecto fundamental do autoconhecimento e do cuidado emocional:
- Ansiedade: Ser, Sentir e Reagir;
- O Eu Distorcido;
- Rotina Terapêutica;
- Autoconhecimento;
- Emoções.
Cada parte foi planejada para ser desenvolvida ao longo de um mês. Antes das perguntas diárias, o usuário encontra uma atividade de arteterapia para colorir, seguida por exercícios terapêuticos que exploram o tema em questão. As tarefas alternam entre reflexões, práticas de escrita e atividades criativas, algumas mais leves e divertidas, outras mais profundas e desafiadoras.
“É essencial resgatar o hábito de escrever e oferecer alternativas saudáveis ao uso excessivo de dispositivos digitais. O Diário do Ser busca justamente isso: incentivar práticas terapêuticas acessíveis e contribuir para a valorização da saúde mental por meio de recursos que acolhem, orientam e transformam”, finaliza a diretora.







