Servir e proteger não é apenas uma frase estampada em viaturas ou repetida em discursos oficiais. Esse lema se traduz em presença constante, mesmo quando o risco é elevado, o reconhecimento é escasso e a pressão é diária.
O policial atua onde o conflito já se instalou. Chega quando o diálogo falhou, quando o medo tomou conta e quando a urgência exige ação imediata. Tive um chefe de curso que costumava dizer: “O policial só é chamado no final do churrasco”. Ou seja, quando a festa acaba e restam apenas os problemas a serem resolvidos.
Ainda assim, cada intervenção precisa respeitar limites legais, direitos fundamentais e os princípios que sustentam o Estado Democrático de Direito. Por isso, padrões de conduta e protocolos operacionais são estabelecidos. A ordem gera padrões cognitivos que oferecem segurança técnica, operacional e jurídica a quem atua na linha de frente.
A rotina do policial é feita de escolhas difíceis, agir com firmeza sem perder a humanidade, impor a lei sem esquecer que se lida com pessoas.
Servir e proteger exige preparo e elevado senso de responsabilidade pública, porque o poder que a farda representa não é privilégio — é dever.
Mais do que um lema, servir e proteger é um compromisso diário assumido por homens e mulheres que colocam a própria segurança em segundo plano para garantir a segurança coletiva. Um compromisso silencioso, contínuo e essencial para a sociedade.








