sábado, 5 de abril de 2025

Justiça busca ex-primeira-dama de Colatina em São Bernardo do Campo, SP

A Justiça brasileira tem se mobilizado para localizar a ex-primeira-dama de Colatina, Maria Júlia Rosa Chaves Deptulski, em São Bernardo do Campo, São Paulo. Um mandado de prisão foi expedido após uma condenação ao longo de decisões no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). No entanto, até o momento, a ex-secretária de Assistência Social não foi encontrada.

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Localização da ex-primeira-dama

Recentemente, agentes de segurança realizaram buscas em um condomínio na rua Leila Gonçalves, onde havia indícios de que Maria Júlia poderia estar residindo. As autoridades inspecionaram vários apartamentos, mas a operação não resultou na localização dela, e o mandado de prisão permanece aberto.

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Histórico da condenação

O mandado contra Maria Júlia foi emitido em 28 de junho de 2021, resultante de uma condenação a sete anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto por peculato. Esse crime ocorre quando um servidor público se apropria indevidamente de bens públicos. Ela foi considerada uma das principais figuras na operação “Jogo de Damas”, que investigou desvios na Secretaria de Assistência Social entre 2009 e 2013, período em que Maria Júlia atuou sob a gestão do seu então marido, o prefeito Leonardo Deptulski.

Desvios financeiros

As investigações revelaram que aproximadamente R$ 6,7 milhões foram desviados de repasses destinados à Associação de Damas de Caridade de Colatina, uma entidade contratada para oferecer serviços de proteção a crianças em situação de vulnerabilidade. Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), recursos que deveriam ser aplicados em serviços sociais foram utilizados para cobrir despesas pessoais da ex-primeira-dama e outras pessoas envolvidas.

Desfecho judicial

Em 2017, o juiz Marcelo Bressan considerou que Maria Júlia havia traído a confiança da comunidade ao desviar verbas que deveriam atender à população vulnerável. Após várias tentativas de apelação em instâncias superiores, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF), a condenação tornou-se definitiva em maio de 2021, sem possibilidade de novos recursos.

Status atual do mandado de prisão

A ex-primeira-dama continua foragida, e o Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) mantém seu status como “pendente de cumprimento”. A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) também confirmou que não há registro de entrada de Maria Júlia no sistema prisional do Espírito Santo.


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