Em um recente relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), divulgado no dia 31, o Brasil é citado juntamente com outros países como responsável por impor diversas tarifas e barreiras comerciais que afetam produtos americanos. O documento, com 397 páginas, detalha as altas taxas aplicadas a uma variedade de setores, evidenciando as dificuldades enfrentadas pelos exportadores dos EUA.
Análise das tarifas brasileiras
O relatório destaca que o Brasil impõe tarifas elevadas sobre as importações, atingindo setores como automóveis, peças automotivas, tecnologia da informação, eletrônicos, produtos químicos, plásticos, maquinário industrial, aço, têxteis e vestuário. Este cenário tarifário pode gerar incertezas e dificultar a previsão de custos para os negociantes americanos.
Desafios para exportadores
Além das tarifas, o USTR aponta a falta de previsibilidade relacionada às alíquotas como um obstáculo significativo para os exportadores dos EUA. Apesar dos esforços brasileiros em tornar seu mercado de compras mais transparente, ainda existem restrições e preferências destinadas a proteger a indústria local.
Requisitos de compensação
O relatório também menciona que o Brasil exige que os contratos de aquisição, especialmente nas áreas de saúde e defesa, incluam requisitos de compensação para fornecedores estrangeiros. Essa prática representa um desafio adicional para as empresas dos EUA que desejam competir nesses mercados.
As repercussões das tarifas
Em resposta a essa situação, na quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que implementará “tarifas recíprocas” sobre produtos estrangeiros provenientes de parceiros comerciais. Essa medida destaca a crescente tensão nas relações comerciais entre os Estados Unidos e países que, como o Brasil, adotam políticas tarifárias que são vistas como barreiras ao comércio justo.