7 de fevereiro de 2026
sábado, 7 de fevereiro de 2026

Setor produtivo e sindicatos criticam aumento de juros

A recente elevação da taxa Selic para 15% ao ano tem gerado forte repercussão no setor produtivo, com críticas de diversas entidades da indústria e do comércio, bem como das centrais sindicais. Eles apontam que essa alta nos juros prejudicará a produção e o investimento, afetando o crescimento econômico do país.

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Impacto no setor industrial

Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), descreveu a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) como “injustificável”. Ele argumenta que os juros elevados sufocam a economia, que já enfrenta um contexto desafiador. Alban critica a incoerência do Banco Central ao se opor ao aumento do IOF, enquanto decide elevar a taxa de juros, questionando o futuro das políticas monetárias atuais.

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Visão do comércio

A Associação Paulista de Supermercados (Apas) destacou que a decisão do Banco Central poderia ter sido diferente. Felipe Queiroz, economista-chefe da Apas, afirmou que havia espaço para estabilidade ou até redução da taxa de juros, contestando a justificativa para mantê-la em níveis tão altos. Ele ressaltou a necessidade de uma política macroeconômica mais alinhada ao desenvolvimento, afirmando que uma taxa mais razoável poderia impulsionar ainda mais o crescimento do PIB.

Repercussão na esfera econômica

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) também expressou surpresa com a decisão do Banco Central, embora reconheça que o núcleo da inflação permanece acima do teto da meta anual. Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, afirmou que a inflação subjacente ainda indica pressões elevadas sobre os preços, justificando uma abordagem monetária mais severa.

Críticas das centrais sindicais

As centrais sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), manifestaram descontentamento com a política de juros. A CUT argumenta que a elevação da Selic dificultará a vida das famílias e favorecerá o setor financeiro em detrimento do setor produtivo e do emprego. Juvandia Moreira, representante da Contraf-CUT, enfatizou que a atual política monetária compromete a geração de empregos de qualidade.

A Força Sindical foi ainda mais contundente em suas críticas, chamando os juros altos de “veneno” para a produção e o comércio. Miguel Torres, presidente da entidade, argumentou que essa política incentivará a especulação e beneficiará os bancos às custas da indústria e do comércio, piorando o desemprego e a pobreza.

Em resumo, o aumento da taxa de juros está sendo amplamente contestado por diversas organizações, que ressaltam seus efeitos negativos sobre a economia, a produção e o mercado de trabalho no Brasil.


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