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Morre aos 90 anos Léa Garcia, atriz ícone do teatro, TV e cinema e referência no combate ao racismo

Um dos assuntos mais comentados nas redes sociais na tarde desta terça-feira, (15), foi a morte da atriz Léa Garcia de 90 anos. A veterana dos cinemas foi vítima de um infarto agudo do miocárdio. A informação foi confirmada por parentes através das redes sociais.

Léa morreu horas antes de receber uma homenagem no Festival de Cinema de Gramado, o maior do País que premia e homenageia ícones do cinema nacional. A atriz iria receber o troféu Oscarito, pelo conjunto da obra ao lado da também atriz Laura Cardoso.

Ela estava na cidade desde o fim de semana, ao lado do filho, Marcelo Garcia, e chegou assistir sessões de filmes exibidos durante o Festival e participou do tapete vermelho no evento do último sábado (12). A organização do Festival de Cinema de Gramado lamentou a morte de Léa.

Léa Garcia, ao lado de outras mulheres poderosas, como Ruth de Souza e Zezé Motta, foi pioneira no protagonismo a atrizes negras na televisão brasileira. Ela também foi a maior expoente da cultura afro-brasileira. O presidente Luís Inácio Lula da Silva também utilizou a rede social para destacar o papel da atriz no enfrentamento ao racismo.

História de pioneirismo e sucesso

Léa Garcia nasceu em março de 1933, no Rio de Janeiro. Aos 19 anos sobe ao palco pela primeira vez para estrelas na peça “Raposa Negra”, pela companhia Teatro Experimental do Negro.

Léa Garcia em Paris (1960). Foto: Wikipedia/Arquivo Nacional

Cinco anos mais tarde atuou no cinema com o filme “Orfeu Negro”, onde interpretava “Serafina”. O longa foi dirigido pelo francês Marcel Camys. A produção venceu o Oscar de “Melhor Filme Estrangeiro”, no ano seguinte, em 1953.

Léa Garcia como Rosa, vilã de “Escrava Isaura”
Acervo Globo / Divulgação

Na TV Léa estreou na década de 1950 pela TV Tupi, e, em 1970, fez sua primeira participação em produção da TV Globo em “Assim na Terra como no Céu”. Na década de 70 participou das novelas “Selva de Pedra” e “Meu Primeiro Baile”. Em 1976 estrelou também em “Escrava Isaura”, na qual interpretou seu primeiro papel como vilã.

Ela participou também de Xica da Silva (1996) e O Clone (2001). Ela ainda estava na ativa, tanto que no ano passado, ela atuou nos longas Barba, Cabelo e Bigode, Pacificado e O Pai da Rita. Foram mais de 100 produções entre teatro, televisão e cinema ao longo da carreira.

Ainda não foi divulgado onde será o velório e sepultamento da atriz.

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Arleson Schneider
Arleson Schneider
Arleson Schneider é jornalista desde 2007, nascido e criado na periferia de Vitória. Formado também em contrabaixo, é amante de música e de livros.

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