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“The Bridgertons: O Duque e Eu” – Como usar o clichê de forma divertida e cativante

Daphne Bridgerton é a filha mulher mais velha de uma importante família de viscondes da alta sociedade inglesa do século 19, apesar de ser uma pessoa muito inteligente e cativante, está a dois anos com dificuldades de achar um marido, afinal todos os homens que ela acha que podiam ser ótimos maridos a enxergam apenas como uma grande amiga.

Em paralelo a isso também temos a história de Simon Basset, o novo duque de Hastings. Simon é o que era chamado na época de um “libertino”, além de não querer assumir seu papel na alta sociedade ele não se importa com as responsabilidades de ser um duque.

Essa resistência vem por causa de traumas de infância causador por seu pai, um homem bastante rígido e cruel. Por isso, Simon se recusa a se casar e ter filhos, mas o problema é que as mães mais ambiciosas da alta sociedade estão fazendo de tudo para chamar a atenção do duque para que suas filhas se casem com ele.

Um dia em um baile os dois acabam se conhecendo e formando um plano que parece ajudar na situação de ambos: fingir que estão se cortejando. Assim as mães ambiciosas parariam de perturbar Simon, e Daphne chamaria a atenção de vários pretendentes, afinal se ela conseguiu chamar a atenção de um duque, algo de especial deve ter nela.

Com o tempo essa estranha parceira acaba despertando sentimentos de paixão em ambos.

Minhas impressões sobre o livro:

A primeira coisa que precisa ser dita é que eu assisti a série antes de ler o livro, por isso, eu já tinha uma ideia de como iria ser a história e o final dela. Mas um coisa que me surpreendeu é como eles mudaram alguns detalhes durante na adaptação.

Não acho que foram mudanças ruins, mas caso você tenha visto a série e deseje ler o livro
tenha em mente que tem coisas que são bastante diferentes.

Tendo dito isso quero dizer que amei o livro, ele não é exatamente o mais original que já li, mas acho que a autora usa situações comuns em livros de romance de forma bastante cativante.

A escrita também é muita dinâmica, em nenhum momento eu quis lagar a leitura ou
enjoei, realmente foi bastante divertido.

Os personagens são legais, acho a motivação de ambos muito válida, principalmente se
consideramos que esse livro se passa no começo do século 19.

A Daphne é uma boa protagonista feminina, apesar de não ser minha personagem favorita, ela sem dúvida é muito inteligente e cativante. Além disso, ela não é o estereótipo de donzela indefesa, (quem já leu o livro ou viu a série sabe que ela pode socar a cara de alguém quando preciso).

O Simon também é um bom personagem, apesar de eu achar meio clichê o interesse amoro masculino ter sempre um passado traumático ou sombrio, mas aqui nesse livro não me incomodo, realmente é muito fácil o leitor ou leitora se apaixonar por ele.

O romance entre os dois é algo bastante bem construída e em nenhum momento parece
forçado ou chato. Acho que a melhor palavra para descrever minha experiência lendo O Duque e Eu é divertida, é um tipo de leitura bastante dinâmica e que me deixou com muita vontade de ler os outros livros da série.

Por isso de 0 a 5, minha nota para ele é: 4,5

Espero que tenham gostado dessa minha análise. Aguardem, pois o próximo será:  Frankenstein de Mary Shelley, caso tenha alguma sugestão ficarei feliz em lê-las.

Leia também:

Conto I: Lugar de bênçãos e maldade

 

Anna Terra
Anna Terra
Anna Terra é uma estudante de jornalismo que ama literatura e fatos bizarros e únicos sobre o mundo.

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